Lição 2- Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus

Para Ouvir e Anunciar a Palavra de DeusTEXTO ÁUREO

"Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta." (Mt 13.23)

VERDADE PRÁTICA

É preciso falar de Cristo e orar para que os ouvintes recebam a Palavra, e tornem-se seguidores do Mestre.

 

LEITURA DIÁRIA

Seg. Mc 4.3,14: Os semeadores devem semear

Ter. Mt 4.4-8,15-20: Quatro tipos de terrenos

Qua. Mc 4.4,15: As aves do céu e sua representação

Qui. Mc 4.5,6,16,17: Os pedregais e o seu significado

Sex. Mc 4.7,18,19: Os espinhos e sua representação

Sab. Mc 4.8,20: A boa terra e o tipo de ouvinte


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Marcos 4.3-20

3- Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.

4- E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.

5- E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda.

6- Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou-se.

7- E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto.

8- E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem.

9- E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

10 - E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.

11- E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas,

12- para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados.

13- E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?

14- O que semeia semeia a palavra;

15- e os que estão junto ao caminho

são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada no coração deles.

16-Eda mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregais, que, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem;

17- mas não têm raiz em si mesmos; antes, são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam.

18- E os outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra;

19- mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.

20- E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um.

HINOS SUGERIDOS: 41, 124, 462 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Destacar a parábola do semeador como uma conclamação a que anunciemos o Evangelho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I - Esclarecer o significado da parábola do semeador;

II- Evidenciar a importância de obedecer o Evangelho;

II- Ressaltar a obrigatoriedade de se anunciar o Evangelho.

  • INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Após termos introduzido o temo deste trimestre, o partir desta lição estaremos analisando, a cada domingo, uma parábola contada por Nosso Senhor Jesus Cristo. A primeira parábola do Mestre que estaremos estudando éa do semeador. Esta narrativa destaca a responsabilidade dos discípulos em anunciar o Evangelho do Filho de Deus. Independentemente das circunstâncias, a boa semente da Palavra de Deus deve ser "semeada", isto é, anunciada, pois conforme orienta o Eclesiastes, devemos, pela manhã semear a semente e, à tarde, não retirar a nossa mão, porque não sabemos "qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas" (11.6). Além disso, como o apóstolo Paulo instrui, um planta e outro rega, mas Deus é quem dá o crescimento (1 Co 3.6,7).

PONTO CENTRAL: O Evangelho deve ser anunciado em todo o tempo e lugar.

INTRODUÇÃO

Para ilustrar verdades espirituais, Jesus frequentemente contava, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia a dia. A parábola do semeador é uma das narrativas de Jesus encontrada nos três Evangelhos sinóticos (Mt 13.1-9, Mc 4.3-9 e Lc 8.4-8) e relata de que forma a mensagem de salvação será recebida no mundo. Um dos seus propósitos é prevenir os discípulos com relação ao triste fato de a pregação da Palavra de Deus não produzir "colheita de cem por cento" em todos os ouvintes. Além disso, a parábola do semeador pode ser interpretada como "a parábola do coração", pois mostra como é o interior de cada pessoa.


I - INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR

  1. A importância em compreender a parábola.

A parábola do semeador é uma das mais importantes, não apenas por constar nos três primeiros Evangelhos, mas também por ser fundamental para o entendimento de outras. Por essa razão, é necessário comparar e contrastar as referências paralelas a cada narrativa. Desse modo, teremos um quadro completo do que o Senhor Jesus disse sobre o Reino do Céu, já que a narrativa refere-se ao Reino. Essa história fala de um agricultor que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo (Mc 4.3-20). Para se entender essa parábola, é preciso recorrer ao contexto de Mateus 13.18-23, quando o próprio Senhor Jesus a interpretou.

  1. Os elementos que constituem a Parábola: o Semeador, a semente e o solo.

No mesmo capítulo da parábola do semeador, ao explicar a parábola do trigo e do joio, o Mestre apresenta-se como o semeador (Mt 13.36-43). Daí, ainda que não especificamente mencionado, é possível inferir que o Semeador é Jesus, pois se compararmos o texto dessa parábola com o de Mateus 13.37, podemos concluir que há uma referência imediata com o Senhor. Contudo, por extensão, podemos igualmente entender que o semeador também pode ser qualquer pessoa que fielmente proclama a mensagem do Evangelho nos nossos dias. Quanto à semente, esta é a Palavra de Deus ou "a palavra do Reino" (Mt 13.19a) que, como sabemos, era o tema da pregação de Jesus (Mt 4.23) e da pregação apostólica (At 8.12; 28.30,31). Já o "solo", é algo muito importante para qualquer planta. Por isso, os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio da fé em Cristo e do estudo da Palavra cada vez mais profundo. Tempos difíceis virão, e somente aqueles que tiverem desenvolvido suas raízes abaixo da superfície, sobreviverão.

  1. Os diferentes tipos de solos infrutíferos.

As pessoas que ouvem a Jesus são comparadas com vários tipos de solo (Lc 8.5-8). O solo duro e compactado da estrada impediu que as sementes penetrassem, permitindo que ficassem na superfície, expostas às aves que vieram e as comeram. Este solo representa aqueles que "ouvem e não entendem" (Mt 13.19a), por isso endurecem o coração para não receberem a Palavra (Mt 13.15). As aves representam Satanás (Mc 4.15), que arrebata a Palavra dessas pessoas, cujos corações estão endurecidos. As sementes que caíram sobre pedregais (vv.16,17), onde não havia muita terra, e, como consequência, cresceram rapidamente, acabaram secas num instante (v.6). Este solo raso representa as pessoas que ouvem a Palavra e a recebem com grande alegria, porém, quando surgem as dificuldades, as tribulações ou as perseguições por causa do Evangelho, elas não resistem e imediatamente tropeçam (Mt 13.20,21). Daí a necessidade de um maior embasamento na Palavra de Deus recebido através de um bom discipulado e frequência na Escola Dominical. Já as sementes que caíram entre espinhos são sufocadas quando estes crescem e roubam o alimento, a água, a luz e o espaço dos brotos. Infelizmente existem forças capazes de sufocar a mensagem, de forma a torná-la infrutífera (v.18). Este solo representa aqueles que "ouvem a palavra", mas cuja capacidade para gerar fruto é sufocada. Jesus descreveu os espinhos como "os cuidados deste mundo", "a sedução das riquezas" e "os prazeres da vida" (Mt 13.22; Mc 4.19; Lc 8.14; 12.29-32; 21.34-36). As distrações e os conflitos impedem os novos crentes de refletir e aprender a Palavra de Deus a fim de crescerem. Essas coisas, produzidas pela ambição das coisas materiais atormentaram os discípulos do primeiro século, da mesma forma como acontece nos dias atuais, distraindo os crentes de maneira que permaneçam infrutíferos, não produzindo nenhuma colheita.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Para se entender a mensagem da parábola do semeador é necessário interpretá-la corretamente.

SUBSÍDIO EXEGÉTICO

"Se o leitor mesmo que subliminarmente entendeu que o agricultor é Jesus, então o restante da parábola será ligado às prósperas e declinantes venturas do ministério de Jesus, Nesta tendência, [John Paul] Heil mostrou corretamente que as várias maneiras nas quais a semente caiu lembrará, no mínimo, a hostilidade personificada pelos escribas (Mc 2.6,16; 3.22), pelos fariseus (Mc 2.16,24; 3.6) e pela própria família de Jesus (Mc 3,21,31- 35). Da mesma sorte, a descrição de uma colheita excepcionalmente abundante na conclusão da parábola (Mc 4.8) recorda o sucesso crescente do ministério de Jesus a despeito da oposição (cf. 'todaa cidade' [Mc 1.33]; 'se ajuntaram tantos' (Mc 2.2]; 'toda a multidão ia ter com Ele' [Mc 2.13; 3.7,8,20; 4.1]; ênfases minhas). Assim, em seus movimentos metafóricos a parábola expressa os movimentos maiores do ministério de Jesus, e as várias terras representam as personagens da história" (CAMERY-HOGGATT, Jerry In ARRiNGTON, French L; STRONDAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.206).

II - A IMPORTÂNCIA DE OUVIR O EVANGELHO

  1. O tipo ideal de solo.

A parábola do semeador é uma descrição das várias respostas ao "ouvir" a Palavra de Deus e, seguramente, retrata as reações que Jesus encontrou no seu próprio ministério. A parábola adverte contra o ouvir superficial, mas também alimenta a expectativa do ouvir real e produtivo, que leva à obediência, e não devemos esquecer que o verbo grego correspondente a "ouvir" é frequentemente traduzido como "obedecer". Por isso, o Mestre falou que algumas sementes caíram em boa terra (v.20). Tal terra tinha profundidade, espaço e umidade para crescer, multiplicar e produzir uma boa colheita. Este solo representa as pessoas que "ouvem" a Palavra e a "entendem", frutificando abundantemente (Mt 13.23; Lc 8.15). Elas são como os bereanos que foram recomendados "porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (At 17.11). São, na verdade, os verdadeiros discípulos, aqueles que aceitaram Jesus, creram em sua Palavra e permitiram que Ele fizesse a diferença em suas vidas (At 17.12).

  1. O tipo ideal de ouvinte.

Jesus mostrou que o ato de "ouvir" representa um solo fértil para a mensagem do Reino. Se produzirmos frutos, isso provará que ouvimos. Se aqueles a quem pregamos o Evangelho produzirem frutos, isso mostrará que a semente que plantamos fincou raízes em seus corações. Jesus inicia a parábola do semeador com a palavra "ouvi" (v.3a) e termina com a seguinte advertência: "quem tem ouvidos para ouvir, ouça" (v.9). Analisando o aspecto material, o solo não é culpado se estiver duro, cheio de pedras ou de espinhos, enquanto que no aspecto espiritual, somos responsáveis se o nosso coração estiver endurecido, ou seja, se não estiver aberto para a Palavra de Deus arraigar-se profundamente, ou deixarmos as coisas deste mundo sufocarem a Palavra.

  1. A importância de "ouvir".

Ao descrever o tipo ideal de solo, Jesus destaca o melhor perfil de ouvinte, mas também a importância de ouvir a Palavra e a conservar "num coração honesto e bom" a fim de dar "fruto com perseverança" (Lc 8.15). Aqui há uma lição para o ouvinte também. 0 fruto produzido depende da resposta à Palavra. É importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A Palavra tem que vir habitar em nós (Cl 3.16), para ser implantada em nosso coração (Tg 1.21). Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela Palavra de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Ouvir a mensagem do Evangelho significa obedecê-la.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"Ajuntou-se a ele grande multidão (v.1). Nesta ocasião, o povo afluía 'de todas as cidades' para ouvir a pregação de Cristo (Lc 8.4). 0 Mestre, porém, conhecia o coração das pessoas. Um propósito da parábola do semeador foi prevenir os discípulos quanto ao triste fato de a pregação da Palavra, mesmo do Deus Todo-Poderoso, não produzir colheita de cem por cento em todos os ouvintes.

"O que semeia semeia a palavra (v.14). 0 fiel semeador semeia a Palavra a eito - 'junto a todas as águas', em todas as qualidades de terra (is 32.20; Mc 16.15), não sabendo onde ela vai ficar. Semeia a Palavra sem observar o vento, nem as nuvens (Ec 11.4-6). Semeia a Palavra; não passa o tempo explicando-a, interpretando-a ou di$cutindo-a. Semeia a Palavra; não desperdiça o tempo censurando qualquer uma das várias seitas do mundo. Semeia a Palavra, nas suas próprias idéias e opiniões. Ele não se mostra a si mesmo, mas proclama a Palavra, pois sente o mesmo peso que pesa sobre o coração do Senhor (Compare 'peso'; Is 13). 0 humilde servo 'leva a preciosa semente, andando e chorando'" (BOYER, Orlando. Espada Cortante 1.2.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.491).

III - O CHAMADO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO

  1. A obra da maior importância.

Uma vez que a condição das pessoas sem Deus é de ignorância espiritual, pois Satanás "encobre" os seus corações para não ouvir o Evangelho (2 Co 4.3,4), o maior serviço que qualquer cristão pode, e deve realizar, é semear a boa semente da Palavra de Deus (Ec 11.6). Isso não apenas com os seus lábios, mas também através do testemunho pessoal e da literatura (Fp 1. 18). Cristo morreu e ressuscitou para nos salvar de nossos pecados. Agora, todo aquele que nEle crê, e for batizado, não mais será condenado, antes receberá a vida eterna (Mc 16.16; Ef 1.13,14).

  1. Jesus e a ordem para pregar.

Recordando que Evangelho significa "boas novas", "boa notícia", e que tal boa notícia nada mais é que a salvação em Jesus (Mt 28.18-20; Mc 16.15-18), todos precisam ouvir o evangelho. Jesus nos encarregou de contar as boas notícias às pessoas à nossa volta, pois o evangelho é uma notícia tão boa que não podemos guardar só para nós!

  1. A importância de pregar o Evangelho.

É muito importante pregar o evangelho, para que mais pessoas ouçam, creiam e sejam salvas (Rm 10.14,15). Aplicando-se espiritualmente, todos aqueles que seguem a Cristo devem estar sempre ensinando a Palavra, pois quanto mais ela é plantada nos corações, maior a colheita (1 Co 3.6,7). É preciso, porém, saber que o que semeia a Palavra (v.14) o faz em todas as qualidades de solo (Is 32.20; Mc 16.15), semeia a Palavra sem observar o vento, nem as nuvens (Ec 11. 4-6), semeia a Palavra sem gastar tempo com outra coisa (2 Tm 2.4).

SÍNTESE DO TÓPICO III

Todo discípulo está incumbido de anunciar a mensagem do Evangelho.

CONHEÇA MAIS

Um Ministério em Parábolas

“O uso de parábolas era comum entre o povo hebreu, mas Jesus as usava com propósito penetrante, especialmente quando entre os ouvintes aumentava o número daqueles que poderiam interpretar mal ou usar mal os seus ensinos. Uma história poderia captar e conservar naturalmente a atenção; mas, além disso, a parábola examinava o coração, levando a pensamentos e aplicações mais profundos." Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Beacon, Vol.6, CPAD, p.246.

SUBSÍDIO EVANGELÍSTICO

“Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19-10; 1 Tm 1.15). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão (1 Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35. O 'ide' de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos" (GILBERTO, Antonio. A Prática do Evangelismo Pessoal. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.10).

CONCLUSÃO

Como vimos, atualmente somos os semeadores, ou seja, a mesma Palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias. Todavia, como na parábola, os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve. Lembremos que o nosso papel é pregar e o do Espírito, convencer os pecadores (Jo 16.8-11).


PARA REFLETIR

A respeito de "Para Ouvir e Anunciar a Palavra de Deus" responda:

  • Por que a parábola do semeador é uma das mais importantes?

A parábola do semeador é uma das mais importantes, não apenas por constar nos três primeiros evangelhos, mas também por ser fundamental para o entendimento de outras.

  • Qual era o tema da pregação de Jesus e dos apóstolos?

A Palavra de Deus ou “a palavra do Reino" (Mt 13.19a).

  • Cite os três tipos de solos infrutíferos.

O solo duro e compactado da estrada, solo pedregoso e solo cheio de espinhos.

  • O que descreve a parábola do semeador?

A parábola do semeador é uma descrição das várias respostas ao “ouvir" a Palavra de Deus e, seguramente, retrata as reações que Jesus encontrou no seu próprio ministério.

  • Como a Bíblia descreve a condição das pessoas sem Deus?

A condição das pessoas sem Deus é de ignorância espiritual, pois Satanás "encobre" os seus corações para não ouvir o evangelho (2 Co 4.3,4).




fonte: As Parábolas de Jesus – As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante

Adultos 4° trimestre 2018 cpad

Lição 2- Como os Pentecostais Interpretam a bíblia

Como os Pentecostais Interpretam a bíblia

TEXTO DO DIA


Escondi a tua palavra no meu coração, para eunão pecar contra ti. (Sl 119.11)

SÍNTESE

Ler a Bíblia de forma correta é importante não apenas para que entendamos perfeitamente a sua mensagem, mas também para que a pratiquemos.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - At 18.4: A Palavra usada de modo correto convence as pessoas

TERÇA - At 8.30: Entendes o que lês?

QUARTA - Sl 119.97: O amor à Lei de Deus

QUINTA - Os 4.6: A falta de entendimento faz o povo perecer 

SEXTA - Mt 7.24: Construindo sobre um alicerce sólido

SÁBADO - Tg 1.22: Sejamos praticantes da Palavra de Deus

OBJETIVOS

  • COMPREENDERa importância de Ler e interpretar a Bíblia corretamente;

  • MOSTRARa forma como o pentecostal lê a Bíblia;

  • CONSCIENTIZARde que o livro de Atos tem caráter descritivo e prescritivo.

 

INTERAÇÃO

Existem vários métodos de interpretação das Sagradas Escrituras, porém não podemos nos esquecer de que precisamos compreender o texto sagrado corretamente e praticá-lo (Tg 1.22). Muitos veem o livro de Atos, c algumas partes da Bíblia, apenas como uma narrativa histórica com acontecimentos que fizeram parte somente de uma época da história da Igreja, como por exemplo, o batismo com o Espírito Santo. A falta de conhecimento leva as pessoas a rejeitarem e a falarem mal daquilo que não conhecem com profundidade. Que a aula de hoje venha contribuir para que seus alunos tenham uma visão correta a respeito do livro de Atos e da forma como o interpretamos. Pois, o Espírito Santo não é um mito, uma força, um vento. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade que foi enviado a este mundo com uma missão específica: convencer o homem do pecado, da justiça, do juízo e edificar os crentes e a Igreja do Senhor mediante a concessão de dons espirituais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), escreva no quadro as palavras hermenêutica bíblica. Em seguida pergunte os alunos: “O que é hermenêutica bíblica?" Incentive a participação de todos e ouça-os com atenção. Explique que a hermenêutica bíblica é uma disciplina da Teologia que nos permite conhecer as regras para interpretar e aplicar as Escrituras corretamente. A hermenêutica tem como objetivo estabelecer regras gerais de interpretação, a fim de que tenhamos uma interpretação correta do texto bíblico. Diga que nós pentecostais também fazemos uso dessa ciência. Não interpretamos e aplicamos os textos bíblicos baseados apenas em emocionalismo e experiências pessoais como alguns fazem questão de afirmar alguns. O Movimento Pentecostal preza pela interpretação e aplicação correta dos textos bíblicos.

TEXTO BÍBLICO

Atos 2.1-13

1 Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;

2 e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.

4 E todos foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

5 E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

6 E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7 E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros; Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando?

8 Como pois os ouvimos, cada um. na nossa própria língua em que somos nascidos?

g Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,

10 e Frigia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),

11 e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.

12 E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?

13 E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.

INTRODUÇÃO

Um dos maiores desafios dos grupos cristãos evangélicos tem sido a Leitura da Bíblia e a sua correta interpretação. A forma como vão expor seus ensinos e principalmente aplicá-los, depende da maneira como leem e interpretam as Sagradas Escrituras. Por isso, há regras que norteiam a interpretação da Bíblia, dirigindo o leitor não apenas ao perfeito entendimento do texto bíblico, mas acima de tudo, motivando-o à aplicação correta. Se lermos o texto sagrado e o interpretamos de maneira imprópria, a aplicação também será imprópria. E de que forma os pentecostais leem a Palavra de Deus? Sua interpretação acerca dos textos de Atos, sobre a vinda do Espírito Santo e 0 falar em Línguas, é correta? Será que os dons espirituais seriam para os nossos dias? As respostas a essas perguntas passam pelo processo de leitura e interpretação corretas da Palavra de Deus.


I - POR QUE LER E INTERPRETAR A BÍBLIA CORRETAMENTE

  1. Ler corretamente para entender corretamente.

Um dos segredos para uma vida cristã sadia é o correto entendimento do texto sagrado. Se pensarmos que a Bíblia foi produzida em um contexto diferente do nosso, devemos então acatar princípios que nos ajudem a entendê-la. Para isso, a Teologia elaborou um método que direciona de forma acertada como um cristão deve ler a Bíblia. E por qual motivo isso foi feito? Para que todo cristão, em sua leitura, leve em conta os princípios que lhe permitirão aplicar a leitura bíblica às suas vidas. O desafio de ser um praticante da Palavra de Deus passa, portanto, pela interpretação correta. Não temos dúvida de que certos textos têm uma aplicabilidade imediata, pois não necessita de muitas explicações para a sua compreensão, já que a mensagem traz elementos que são conhecidos de praticamente todas as pessoas, como por exemplo, os Dez Mandamentos: "Não adulterarás." "Não furtarás." "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Êx 20.14-16). Outros textos, como o que se refere a Melquisedeque em comparação ao Senhor Jesus, "rei de justiça e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida” (Hb 72,3), precisam de uma explicação, pois corremos o risco de entendermos que Melquisedeque surgiu do nada, que não teve pai ou mãe. Na verdade, a genealogia de Melquisedeque não é apresentada no texto sagrado, mas ele, como qualquer ser humano, tinha pai e mãe.

O entendimento correto de um texto passa pela sua leitura correta. Tais princípios não têm por objetivo cercear a leitura da Palavra de Deus, e sim fazer com que essa leitura se enquadre dentro do objetivo que o escritor tinha quando foi inspirado a materializar a revelação de Deus de forma escrita.

  1. Ler corretamente para ensinar e aplicar.

Um dos propósitos da leitura correta das Escrituras é o ensino correto dela. Se uma leitura e interpretação do texto sacro forem dirigidas por premissas equivocadas, tais premissas acarretarão um ensino equivocado da Palavra de Deus. Por sua vez, um ensino equivocado traz práticas equivocadas e danosas para a Igreja de Cristo. Não é à toa que, ao longo do texto sagrado, Deus se encarrega de usar seus servos para que exortem o seu povo a que pratiquem obras corretas e vivam uma existência que, efetivamente, agrada a Deus. Cremos que quando Deus inspirou os escritores a redigirem o texto sagrado, Ele o fez para que a sua vontade fosse praticada (2 Tm 3.16,17).

  1. O respeito para com o texto sagrado.

Deus, ao inspirar seus servos a que escrevessem sua Palavra, o fez em um contexto diferente do nosso. A Bíblia não foi escrita em nenhuma versão em português do século XXI, no Brasil. Foi escrita em pelo menos três línguas diferentes: o hebraico, o grego e algumas porções em aramaico. Homens em posições sociais diferentes, lugares diferentes e em tempos diferentes compuseram o texto que temos hoje em mãos, e para que haja uma correta interpretação desses textos é preciso que respeitemos essas observações. O cristão cuidadoso vai ler o texto sagrado estudando o contexto em que a Escritura foi produzida.

II - COMO O PENTECOSTAL LÊ A BÍBLIA

  1. Privilegiando o texto primeiramente na sua literalidade.

Crentes pentecostais valorizam a literalidade do texto. Se Jesus disse que em seu nome expulsaríamos demônios, pentecostais não discutem se é possível ou não a libertação de pessoas possessas por espíritos imundos em nossos dias. Simplesmente oram e, crendo nas palavras de Jesus, expulsam demônios. Se Jesus disse que em seu nome seus discípulos falariam em novas línguas, pentecostais entendem que tal evento seria cumprido por Deus (Mc 16.14-20).

É evidente que pentecostais não atribuem literalidade a um texto que não deve ser entendido literalmente. Há textos cujo sentido é figurado, como no caso em que Jesus disse que Ele era a porta, o caminho, o pão do céu. Entendemos que o Senhor se valeu de elementos conhecidos do seu tempo para comunicar verdades por meio de comparações, e que esses elementos não são sempre literais.

O que não se pode é acreditar que. no processo de interpretação da Bíblia, podemos mudar as regras conforme a nossa conveniência.

  1. Respeitando o contexto histórico e os gêneros literários.

A Palavra de Deus teve sua escrita encerrada há pouco menos de dois mil anos. Portanto, há um hiato de tempo entre nós e os acontecimentos descritos na Bíblia que deve ser observado na leitura e interpretação do texto, pois não se pode esquecer que o tempo, os costumes, a forma como viviam os homens e mulheres daquela época eram diferentes dos nossos. Na Bíblia há textos históricos que registram acontecimentos dentro e fora de Israel, para que fossem conhecidos pelas gerações seguintes (Dt 6.20,21). Há, na Bíblia, poesia descrita com sensibilidade por pessoas que registraram suas emoções com alegria, tristeza, desapontamento e contentamento, mas também confiança em Deus (Sl 42.10,11). Há textos proféticos nos quais Deus usa seus servos para declarar o que ocorrerá no futuro e advertir seu próprio povo a que viva uma vida justa o honre ao Senhor com uma adoração genuína e respeite seus irmãos (Mq 6.8). A Bíblia traz cartas dos apóstolos a pessoas e a igrejas, tendo em vista que os leitores, que agora professavam uma nova fé, precisavam ser instruídos sobre como poderiam viver neste mundo. Esses detalhes precisam ser respeitados no momento da leitura da Bíblia, ou faremos interpretações equivocadas da revelação divina.

  1. Entendendo que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Crentes pentecostais consideram a Bíblia como a Palavra de Deus. Isso implica reconhecer igualmente que a chamada revelação escriturística se completou com o encerramento do Cânon, e que qualquer outra revelação trazida por meio intelectual ou por dons espirituais precisa se curvar à revelação inspirada por Deus em sua Palavra. Cremos que Deus, para a edificação da Igreja, concede dons espirituais que podem trazer, eventualmente, novas diretrizes a grupos ou pessoas, mas nenhuma revelação trazida em nossos dias, seja por profecia, seja pela palavra do conhecimento, pode ser entendida como sendo da parte de Deus se estiver contrária ao que o Senhor já declarou em sua Palavra.

III - O LIVRO DE ATOS - DESCRTIVO OU PRESCRITIVO

  1. A ação do Espírito Santo na Igreja.

O livro de Atos recebe esse nome por ser o registro dos feitos dos apóstolos após a ascensão de Jesus, mas acima de tudo, é o registro dos atos do Espírito Santo naIgreja e por meio dela. Lucas não apenas se preocupa em registrar o crescimento da Igreja, mas também a forma com que Deus agia para que a mensagem do Evangelho transformasse pessoas e fizesse crescera Igreja (At 2.47b).

  1. A interpretação de Pedro.

 Por ocasião da descida do Espírito Santo no cenáculo, com o sinal de falar outras línguas que transmitiam as grandezas de Deus, o apóstolo Pedro não hesitou em atribuir o fato à profecia de Joel, de que o Espírito de Deus seria derramado em toda a carne. É curioso o fato de que haja crentes em nossos dias que não veem problema na forma como Pedro aplicou a passagem de Joel ao que havia acontecido no Dia de Pentecostes, mas rejeitam que esse derramamento do Espírito de Deus é para os nossos dias. Se examinarmos bem as Escrituras, veremos que tanto Jesus quanto os discípulos conheciam a Palavra e a interpretavam de forma correta.

  1. Atos é descritivo ou prescritivo?

Essa é uma questão que precisa ser entendida, a fim de que olhemos o livro de Atos como mais do que um livro de história. Quando dizemos que o livro de Atos é meramente uma descrição do que se passou nos primeiros 35 anos da Igreja, queremos dizer que a sua narrativa serve somente de registro histórico, e que não tem a intenção de indicar que os eventos iniciados pelo Espírito Santo devem se repetir em nossos dias. De acordo com essa possibilidade de interpretação, as línguas, as curas, as operações de milagres, revelações e outras ocorrências não deveriam ser correntes na Igreja de nossos dias, pois o livro de Atos tem caráter meramente descritivo. Mas se o Livro de Atos tiver o caráter descritivo e prescritivo, então podemos crer que as experiências relatadas por Lucas podem se repetir em nossos dias e o Espírito de Deus é o responsável por milagres, curas e manifestação dos dons operados tanto na Igreja quanto no ministério pessoal.

SUBSÍDIO 1

Nós, pentecostais, nunca vimos o abismo que separa o nosso mundo do mundo do texto em sentido geral. Combinar nossos horizontes com o do texto ocorre naturalmente, sem muita reflexão, em grande parte porque o nosso mundo e o do texto são bastante semelhantes. Tendo em vista que os teólogos e acadêmicos ocidentais dos últimos dois séculos empregaram grandes esforços para saber como interpretar os textos bíblicos que falam da atividade milagrosa de Deus, os pentecostais não foram afligidos com esse tipo de mal-estar. Enquanto Rudolph Bultmann desenvolveu suademitologização ao Novo Testamento, os pentecostais silenciosamente oravam pelos enfermos e expulsavam demônios. Enquanto os teólogos evangélicos, seguindo os passos de B. B. Warfield, procuravam explicar por que devemos aceitar a realidade dos milagres registrados no Novo Testamento, mas, ao mesmo tempo, não esperar que ocorram hoje, os pentecostais estavam testemunhando que Jesus operava 'prodígios e sinais' contemporâneos quando estabeleceu a igreja.

Não, a hermenêutica da maioria dos crentes pentecostais não é exclusivamente complexa. Não está cheia de questões sobre a confiabilidade histórica ou repleta de cosmovisões ultrapassadas. Não é excessiva mente reflexiva sobre os sistemas teológicos, a distância cultural ou as estratégias literárias" (MENZIES, Robert. Pentecostes: Essa História é a Nossa História. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, pp. 21,22).


CONCLUSÃO

Ler e interpretar corretamente a Palavra de Deus é um requisito necessário para que todo cristão cresça na vida espiritual e pessoal. Pentecostais leem as Sagradas Escrituras com zelo e esclarecimento, de maneira que busquem sempre a interpretação correta do texto sagrado. Esse cuidado se dá pela certeza de que a correta interpretação do texto gerará a correta aplicação, e esta redundará na vivência debaixo da vontade e da bênção de Deus.

HORA DA REVISÃO

1- Segundo a lição, qual o segredo para uma vida cristã sadia?

Um dos segredos para uma vida cristã sadia é o correto entendimento do texto sagrado.

2- O que é necessário para um entendimento correto de um texto?

É necessário ler o texto corretamente.

3- Cite um dos propósitos da leitura correta das Escrituras.

Ensinar e aplicar corretamente o texto sagrado.

4- Quais são as línguas originais da Bíblia?

Hebraico e grego.

5- Como o crente pentecostal lê a Bíblia?

Privilegiando o texto primeiramente na sua literalidade; respeitando o contexto histórico e os gêneros literários e entendendo que a Bíblia é a Palavra de Deus.

Lição 1 - O que é o Movimento Pentecostal

O que é o Movimento Pentecostal

TEXTO DO DIA


“E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas.”(Mc 16.17)

SÍNTESE

O Movimento Pentecostal, iniciado no Livro de Atos e que continua em nossos dias, é a materialização da promessa de revestimento de poder da parte do Senhor Jesus Cristo para a sua Igreja.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA - Dt 16.1: Deus relembra ao povo o livramento recebido 

TERÇA - Dt 16.10: O Pentecostes vinha depois da Páscoa

QUARTA - Dt 16.11: O Pentecostes trazia alegria aos hebreus e a outras pessoas

QUINTA - At 1.14: O Pentecostes começa com oração

SEXTA - At 2.4: Uma promessa cumprida

SÁBADO - At 2.39: Uma promessa para os nossos dias

OBJETIVOS

I- APRESENTAR um panorama bíblico do Pentecostes;

II RECONHECER que a promessa divina do derramamento do Espírito foi feita ainda no Antigo Testamento;

III- CONSCIENTIZAR de que o Pentecostes é uma promessa cumprida em nossos dias.

 

INTERAÇÃO

Prezado (a) professor (a), pela graça de Deus estamos iniciando um novo trimestre, o último do ano de 2018. Com certeza esse foi um ano de crescimento e muito aprendizado para, você e seus alunos. Depois de estudar acerca dos milagres de Jesus, veremos um assunto de extrema relevância para os que professam a fé pentecostal c que também envolve fé e milagres, pois cremos que o Mestre continua salvando, libertando, curando e batizando com o Espírito Santo. Estudaremos a respeito do Movimento Pentecostal e o comentarista é o pastor Alexandre Coelho. Ele está à frente da Gerência de Publicações da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, coordenando todo trabalho editorial (Bíblias, Livros e revistas de Escola Dominical) da Casa. O pastor Alexandre também atua como palestrante nos eventos de Educação Cristã da CPAD (Capeds, Congressos e Conferências). É Licenciado em Letras, Bacharel em Direito e possui várias obras publicadas pela CPAD. Que esse trimestre seja marcado pelo mover e o agir do Espírito Santo em sua vida e na vida de seus alunos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Sugerimos que você inicie a aula escrevendo no quadro a indagação que é o título da lição; “O que é o Movimento Pentecostal?" Em seguida divida a turma em grupos e dê um tempo para que, em grupo, os alunos discutam a questão. Depois, reúna os alunos formando um único grupo. Ouça as respostas e faça as considerações que achar necessárias. Em seguida explique que o Movimento Pentecostal não é resultado da vontade humana ou exclusivo das Assembleias de Deus. Diga que ele teve seu início no livro de Atos e que tal Movimento é a materialização da promessa de revestimento de poder da parte do Senhor Jesus para a sua Igreja. Conclua a atividade enfatizando que embora o Movimento Pentecostal não seja exclusivo das Assembleias de Deus, atualmente ela é a maior denominação pentecostal do país. Segundo dados do IBGE a cada dia aumenta o número de pentecostais assembleianos em nossa nação.

TEXTO BÍBLICO

Joel 2.28-32

28 E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.

29 E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

30 E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue, e fogo, e colunas de fumaça.

31 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR.

32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito, e nos restantes que o SENHOR chamar.


INTRODUÇÃO

Há pouco mais de um século, cristãos em vários lugares do mundo passaram a experimentar em seus cultos um avivamento sem precedentes. Viu-se entre eles sinais como os descritos em Atos dos Apóstolos, como falar em outras línguas, curas, libertação de pessoas oprimidas pelo Diabo, profecias, e uma forte e profunda convicção da presença de Deus, confissão de pecados e salvação. Esse avivamento foi chamado de Movimento Pentecostal. Tais manifestações da presença de Deus ocorreram antes na história, mas desta vez foi diferente, pois a mensagem pentecostal se espalhou pelo mundo e trouxe profundas modificações na forma de pensar da teologia cristã, como também na própria prática cristã. Neste trimestre, estudaremos o que é o pentecostalismo, sua doutrina e a sua importância para o cristianismo do século XXI.

I - UM PANORAMA BÍBLICO DO PENTECOSTES

1.O Pentecostes em Israel.

Para que possamos iniciar o estudo do pentecostalismo, é necessário que comecemos com as bases bíblicas que servem de referência ao Movimento Pentecostal. Pentecostes é o nome grego dado a uma festa judaica: a Festa das Colheitas. Os hebreus foram orientados, por Deus, a comemorar:

1) a festa da Páscoa, que celebrava a libertação do povo hebreu da escravidão egípcia, quando o Senhor passou por sobre o Egito e julgou aquela nação com a praga da morte dos primogênitos dos egípcios;

2) a festa das Colheitas, comemorada cinquenta dias após a Páscoa, e que celebrava a colheita do trigo e da cevada; e

3) a festa dos Tabernáculos, que recordava aos hebreus o período em que habitavam em tendas. Essas festas eram ordenadas pelo Senhor, como ajuntamentos públicos, que sempre, deveriam levar o povo a se lembrar de Deus e comemorar a sua intervenção na história.

Havia outras datas que os judeus observavam, como por exemplo, a festa das Trombetas, que marcava o ano novo civil, onde o povo fazia uma reflexão a respeito da sua relação com Deus; o Dia da Expiação; o Purim, para comemorar o livramento que Deus concedeu aos judeus por intermédio da rainha Ester.

  1. Motivo de alegria.

A Festa das Colheitas ou Pentecostes deveria ser, conforme preconiza a lei, motivo de grande júbilo para os hebreus. O Senhor diz: “E te alegrarás perante o SENHOR, teu Deus [...]" (Dt 16.11). Essa orientação divina incluía os filhos, os servos, os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas que estivessem ali. A celebração ordenada por Deus deveria ser um motivo de confraternização que incluía até os que não pertenciam à família dos israelitas, e deveria ser um momento alegre. Pentecostes não era um momento de tristeza, ou de arrependimento, mas de satisfação, pois estavam em um período de sega do trigo e da cevada que Deus lhes dera. Essa festa durava um dia, pois o povo estava em plena atividade de colheita da safra de grãos. Da mesma forma. Pentecostes traz alegria em nossos dias por ser a realização do uma das promessas mais importantes de Deus para com aqueles quer creem nEle.

  1. O Dia de Pentecostes em Atos dos Apóstolos.

No Novo Testamento, Deus se utiliza dessa comemoração nacional judaica para fazer com que os seguidores de Jesus fossem cheios do Espirito Santo. Antes de sua ascensão aos céus, Jesus ordenou aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém, até que recebessem, da parte de Deus, um revestimento de poder, de autoridade para proclamar o nome do Senhor (Lc 24.49). Os discípulos estavam em oração, como se entende, em um cenáculo. Um cômodo em um pavimento superior de uma construção. Aqueles discípulos já conheciam a Jesus, e tinham recebido a salvação dada por Deus, mas estavam esperando o cumprimento da promessa do Pai: "Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). O próprio Senhor Jesus falou do batismo com o Espírito Santo aos seus seguidores como uma promessa do Pai. E esse evento teve tal importância que chamou a atenção de outras pessoas que estavam em Jerusalém, abrindo a oportunidade para Pedro falar de Jesus e do cumprimento da profecia de Joel naquele dia.

Pense!

Deus ordenou aos hebreus que observassem algumas festividades. Tais comemorações tinham como propósito a celebração de momentos específicos da história, e numa dessas festas Ele revestiu os discípulos com poder.

Ponto importante

O povo de Israel, com o passar do tempo, criou outros momentos de celebração. Essas comemorações eram uma forma de agradecer a Deus pelas suas intervenções e livramentos.

II - A PROMESSA FEITA NO ANTIGO TESTAMENTO

  1. O contexto de Joel, Joel foi um profeta que exerceu seu ministério no Reino de Judá.

Seu nome significa “Jeová é Deus”, e sua atuação profética se deu antes da destruição do Templo. Sua profecia começa com a seguinte afirmação: "Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel, filho de Petuel" (Jl 1.1). No livro de Joel, vemos que uma praga de gafanhotos destruiu a colheita de grãos de cevada e de trigo, e depois de tal tragédia, há uma conclamação ao jejum e à oração (1.14: 2.15). Deus chama o povo para que se converta, de todo o coração, a Ele (2.12). O profeta também fala de um tempo onde haverá fartura, pois o Senhor há de abençoar a terra. Finalmente, Deus usa o profeta para falar que haveria o grande Dia do Senhor, mas que antes o Todo-Poderoso derramaria do seu Espírito sobre toda a carne.

  1. A promessa feita.“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobro toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Jl 2.28,29). Essa profecia mostra que no futuro, Deus visitaria a humanidade trazendo sobre ela um derramar do seu Espírito. Esse derramardo Espírito faria com que eventos como profecias, sonhos e visões, que no AntigoTestamento eram concedidos somente aos profetas, fossem dados de forma ampla a todos. Joel inclui pessoas que

tinham poucos direitos e eram tidas por "inferiores" em algumas sociedades, como por exemplo, os servos. Eles também

seriam contemplados pelo alcance dessa promessa divina.

  1. O alcance dessa promessa.

As palavras proferidas por Joel foram relembradas pelo apóstolo Pedro, por ocasião do seu discurso no Dia de Pentecostes, logo após terem sido cheios do Espírito Santo e falado em outras línguas. Lembremo-nos de que a Bíblia dos primeiros cristãos era o Antigo Testamento ao qual recorriam a fim de verificar as profecias que estavam se cumprindo. Pedro de imediato não apenas reconheceu que a profecia de Joel se cumprira naquele dia, mas que esse cumprimento tinha inicialmente dois objetivos: o derramar do Espírito sobre todos e o cumprimento da promessa que Jesus fez antes de sua ascensão: "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que o alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Pedro ainda deixou claro que apesar de Jesus ter sido crucificado, Ele foi feito Cristo, o Messias: "Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At 2.36). O Senhor ressurreto, o Messias, havia mandado o seu Santo Espírito, como prometera.

Pense!

Será que temos feito como os primeiros cristãos, que buscavam, nas Escrituras Sagradas, orientações para saber se as manifestações espirituais que estavam acontecendo em seus dias eram realmente de Deus?

Ponto Importante

A Igreja do Novo Testamento fazia uso constante do Antigo Testamento para vero cumprimento das promessas de Deus em seus dias.

 

III - PENTECOSTES, UMA PROMESSA CUMPRIDA EM NOSSOS DIAS

  1. O Pentecostes antes do século XX.

É certo que ao longo da história, Deus jamais deixou de manifestar os dons espirituais em diversas comunidades e grupos cristãos. No século II da nossa era, Irineu de Lion disse que "temos em nossas igrejas irmãos que possuem dons proféticos e, pelo Espírito Santo, falam toda classe de idiomas". Mas a manifestação do poder de Deus não se restringe ao falar em outras línguas. A história relata casos em que pessoas usadas por Deus foram portadoras de mensagens proféticas específicas, como John Welch, um escocês do século XVI, que após orar sobre o caso de dois mercadores de tecido que queriam passar pela cidade de Ayr, onde ele residia, Welch disse aos magistrados que havia uma praga nos rolos de tecido daqueles mercadores, e os homens foram impedidos de entrar. Aqueles homens seguiram para uma cidade vizinha, e lá uma praga se espalhou matando diversas pessoas. Como vemos, Deus jamais deixou de manifestar seus dons por meio de seus servos. Um estudo honesto sobre a história da Igreja mostra que o dom de línguas e outros dons ocorreram de forma espontânea em diversos países, e com pessoas de diferentes denominações.

  1. No inicio do século XX.

As manifestações pentecostais ressurgiram, de forma sistemática, no fim do século XIX, e se multiplicaram no século XX. Na Suécia, em 1902, um pregador batista chamado Levzi Petrus recebeu o batismo com o Espírito Santo e falou em línguas, tornando-se um dos mais importantes nomes pentecostais de seu país. Nos Estados Unidos, em 1905, Wílliam Seymour recebeu a mensagem pentecostal de Charles Fox Parham e se tornou um dos líderes do pentecostalismo na Rua Azuza. E na China, em 1907, por intermédio da missionária Nettie Normam, que recebeu o batismo com o Espírito Santo na Rua Azuza, muitos chineses foram visitados por Deus. Da mesma forma que a Reforma Protestante foi um divisor de águas na história da Igreja, o pentecostalismo trouxe um grande avivamento ao cristianismo em várias partes do mundo.

  1. O Pentecostes no Brasil.

É notório que o Pentecostes alcançou o Brasil no início do século XX. Deus trouxe, em 1910, dois missionários batistas suecos que haviam recebido o batismo com o Espírito Santo, Daniel Berg e Gunnar Vingren, para evangelizar no Brasil. Esses dois homens, com suas esposas, fundaram as Assembleias de Deus e sua mensagem era acompanhada de milagres, testemunhos de cura e transformação de vidas. A mensagem pentecostal foi se espalhando por nossa nação, e hoje os pentecostais representam, no Brasil, a maior ala do segmento cristão evangélico, pelos dados do IBGE.

Há, no Brasil, aproximadamente 12 milhões de cidadãos que se dizem

pertencentes às Assembleias de Deus (IBGE 2010). Note-se que em nossos dias, as Assembleias de Deus não são a única denominação pentecostal, há muitas igrejas em solo pátrio que fizeram da mensagem pentecostal a sua vocação, seja por origem, seja por mudança de pensamento por ocorrência de avivamentos e manifestação espontânea dos dons espirituais. As igrejas pentecostais comprometidas com a pregação e o ensino da Palavra de Deus têm como foco de sua mensagem a necessidade da salvação, do arrependimento de pecados, da realidade da vida eterna, da cura divina, da vida em santidade e da prática do testemunho da pessoa de Jesus Cristo.

Pense!

Você crê que o batismo no Espírito Santo é para todos aqueles que creem em Jesus Cristo como Salvador e Senhor?

Ponto Importante

A promessa do derramamento e revestimento de poder mediante o batismo com o Espírito Santo é para todos os cristãos. Na atualidade, muitas são as igrejas que fizeram da mensagem pentecostal a sua vocação.

SUBSÍDIO 1

Pentecostal

Palavra usada a partir de 1907, na Grã-Bretanha, pelas igrejas históricas

tradicionais (anglicanas, episcopais, metodistas, evangélicas), para se referir aos crentes que criam e recebiam o batismo no Espírito Santo, por causa da analogia entre esse movimento e o dia de Pentecostes (At 2.1-13), isto é, por causa da efusão do Espírito e das manifestações de poder, que eram observadas por toda a parte nas ilhas britânicas.

Por sua vez, 'pentecostal' é o crente que crê (adepto) nas possibilidades de receber a mesma experiência do Espírito Santo que os apóstolos receberam, no dia de Pentecostes.

A diversidade mundial do pentecostalismo torna quase impossível falar de 'uma' teologia pentecostal. Nem ainda se conseguiu amadurecer uma teologia da fé cristã sob a perspectiva do pentecostalismo clássico. Todavia, existem certas correntes teológicas entre os pentecostais que são dignas de serem exploradas. O que segue, é uma tentativa de explorar uma quantidade das principais linhas de pensamento relacionadas na tarefa contínua de se fazer reflexão teológica entre os pentecostais brasileiros clássicos e neopentecostais” (ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007, pp. 553-557).


CONCLUSÃO

Deus declarou que seu Espírito seria derramado sobre toda a carne, e essa promessa foi cumprida após o retorno de Jesus aos céus, no Dia de Pentecostes, Em um mundo repleto de pensamentos que se voltam cada dia mais contra Deus, a mensagem pentecostal e o poder de Deus dão à Igreja a autoridade para testemunhar de Jesus, trazendo libertação aos oprimidos, cura aos enfermos e salvação aos perdidos.

HORA DA REVISÃO

1- Quais as três principais festas anuais judaicas?

Os hebreus foram orientados, por Deus, a comemorarem três festas anuais, a saber: a Páscoa, que celebrava a libertação do povo hebreu da escravidão egípcia; a Festa das Colheitas, comemorada cinquenta dias após a Páscoa, e que celebrava a colheita do trigo e da cevada e a Festa dos Tabernáculos, que recordava aos hebreus o período em que habitavam em tendas.

2- O que a Páscoa celebrava?

A Páscoa celebrava a libertação do povo hebreu da escravidão egípcia, quando o Senhor passou por sobre o Egito e julgou aquela nação com a praga da morte dos primogênitos dos egípcios.

3- Fale a respeito da Festa das Trombetas.

Os filhos, os servos, os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas que estivessem ali. A celebração ordenada por Deus deveria ser um motivo de confraternização que incluía até os que não pertenciam à família dos israelitas, e deveria ser um momento alegre.

4- Qual a profecia de Joel citada por Pedro em seu discurso no Dia de Pentecostes?

“E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espirito" (Joel 2.28,29).

5- Quais foram os missionários suecos pioneiros do movimento Pentecostal no Brasil?

Lição 1 – Parábola: Uma Lição Para a Vida


Parábola: Uma Lição Para a VidaTEXTO ÁUREO
"E sem parábolas nunca lhes falava, porém tudo declarava em particular aos seus discípulos." (Mc 4.34)

VERDADE PRÁTICA
As parábolas são uma forma instrutiva para se ensinar grandes lições, e delas podemos extrair as inspirações e os ensinamentos divinos para a vida cristã.

LEITURA DIÁRIA
Seg. Mc 4.33: Jesus ensinava de forma clara
Ter. Mt 4.34: O Mestre ensinava por parábolas
Qua. Mt 13.10-12: As parábolas e o Reino de Deus
Qui. Mt 13.13-15: Fácil para uns, difícil para outros
Sex. Mt 15.15.16: Os discípulos não entendem
Sab. Mc 4.1,2: Jesus ensina uma multidão
Lições Bíblicas da Escola Dominical:



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 13.10-17
10 E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
11 Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
12 Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
14 E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.
15 Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.
16 Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17 Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

HINOS SUGERIDOS: 8,198,491 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Apontar as parábolas como um dos recursos mais utilizados por Jesus para ensinar, por isso a importância de se estudá-las e conhecê-las.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I - Distinguir a parábola de outras figuras de linguagem;
II- Esclarecer o contexto histórico em que as parábolas foram proferidas;
III-Apresentar as regras básicas para se compreender uma parábola.
• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, querida professora, chegamos ao último trimestre do ano. Nesta oportunidade estaremos estudando acerca das Parábolas de
Jesus. Por ser uma das principais formas de ensino utilizadas pelo Mestre, as parábolas merecem dedicada atenção e profundo interesse de nossa parte. O próprio Senhor Jesus quer que as entendamos, pois isso produzirá mudanças necessárias e resultará em transformação de vida (Mt 15.15,16).
Ao iniciara aula, antes mesmo de introduzira lição, apresente o comentarista, pastor Wagner Tadeu dos Santos Gaby, advogado, autor de várias obras, membro da Casa de Letras Emílio Conde e líder da Assembleia de Deus em Curitiba (PR).

PONTO CENTRAL: As Parábolas de Jesus ensinam grandes verdades.

INTRODUÇÃO
Quando estudamos as parábolas de Jesus, com os corações abertos e dispostos a aprender como discípulos verdadeiros, em busca de sabedoria e entendimento das verdades espirituais profundas, nos deparamos com as sábias lições que Ele nos deixou para sermos bem-sucedidos em nossa vida aqui no mundo. Estudar este conteúdo, como disse Jesus aos seus primeiros discípulos, é um privilégio: "Bem-aventurados são os olhos que veem o que vós vedes, pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes e não o viram; e ouvir o que ouvis e não o ouviram" (Lc 10.23,24).

Assim, as parábolas do Senhor possuem preciosas promessas de bênçãos para todos quantos acolhem sua mensagem e se dispõem a compreender as verdades que elas ensinam.


I - O QUE É PARÁBOLA

1. Conceito.
Parábola, no hebraico mashal, dependendo do contexto, refere-se a um dito profético, um provérbio, uma analogia, um enigma, um discurso, um poema, um conto, um símile. Essa palavra ocorre aproximadamente quarenta vezes no Antigo Testamento, sendo normalmente traduzida como "provérbio". A palavra grega traduzida como parábola, em o Novo Testamento, é parabolé, "por ao lado de", com o sentido de "comparar" como ilustração de alguma verdade ou ensino. Nesse sentido, torna-se um instrumento didático. Ela é usada cinquenta vezes no Novo Testamento, sendo duas para indicar uma fala figurativa (Hb 9.9; 11.19) e quarenta e oito vezes traduzida no singular ou no plural, sempre se referindo às histórias de Jesus. Em síntese, parábola significa, literalmente, "comparação", e como tal, comumente utilizada para indicar uma história breve, um exemplo esclarecedor para ilustrar uma verdade.

2. Distinção entre a parábola e outras figuras de linguagem.
A Bíblia Sagrada emprega várias figuras de linguagem que são necessárias para ilustrar verdades divinas e profundas. Algumas delas são o símile, o provérbio, a metáfora, a alegoria, a fábula e o tipo, e é importante não confundi-las com a parábola. É oportuno destacar que a parábola também não é um mito, tendo em vista que ele narra uma história como se fosse verdadeira, mas não adiciona nem a probabilidade e nem a verdade. Já a parábola ilustra verdades por meio de símbolos: "o campo é o mundo", "o inimigo é o Diabo", "a boa semente são os filhos do reino", etc.

3. Aplicação de uma parábola.
Ao se dirigir aos discípulos e aos fariseus, seus adversários, Jesus adotou o método de ensino por parábolas com a finalidade de convencer aqueles e condenar estes. Em Mateus 13.10, os discípulos perguntaram a Jesus o porquê de Ele falar por parábolas. Jesus usava esse método em razão da diversidade de caráter, de nível espiritual e de percepção moral de seus ouvintes (Mt 13.13). Em Marcos 4.10-12, ao ser inquirido sobre o uso de parábolas, Jesus respondeu que as usava nos seus ensinamentos por duas razões distintas: para ilustrar a verdade para aqueles que estavam dispostos a recebê-la, e para obscurecer a verdade daqueles que a odiavam. Assim, para que a parábola seja explicada e aplicada, primeiramente é indispensável examinar sua relação com o que a precede e a segue, e descobrir, com base nisso, antes de qualquer outra coisa, a sua ideia principal.

SÍNTESE DO TÓPICO I
É importante ter em mente as peculiaridades da parábola, enquanto figura de linguagem, para entender sua mensagem.

SUBSÍDIO ETIMOLÓGICO
"Entre as formas literárias encontradas na Bíblia, a mais conhecida, talvez, seja a parábola. O fato é especialmente verdade em se tratando das parábolas de Jesus, tais como a do bom samaritano, do filho pródigo, das dez virgens e do semeador. Porém, definir exatamente o que é uma parábola no Antigo Testamento [mashal] ou no Novo (parabole) é difícil. Em ambos os casos, os termos podem referir-se a um provérbio (1 Sm 24.13; Ez 18.2,3; Lc 4.23; 6.39); uma sátira (Sl 44.11; 69.11; Is 14.3,4; Hc 2.4); uma charada (5149.4; 78.2; Pv 1.6); um dito simbólico (Mc 7.14,17; Lc 5.36,38); um símile extensa ou similitude (Mt 13.33; Mc 4.30,32; Lc 15.8-10); uma parábola histórica (Mt 25.1- 13; Lc 14.16,24; 15.11-32; 16.1-8); um exemplo de parábola (Mt 18.23-25; Lc 10.29-37; 12.16-21; 16.19-31); e, até mesmo, uma alegoria (Jz 9.7-20; Ez 16.1- 5; 17.2-10; 20.49-21.5; Mc 4.3- 9,13-20; 12.1-11). Esses dois termos bíblicos possuem vasta extensão de significados, mas o sentido básico de cada um é a comparação entre duas coisas diferentes. Algo parecido com algo que não é" (STEIN, Robert H. Guia Básico de Interpretação da Bíblia, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.143).
II - CONTEXTO SOCIAL E LITERÁRIO

1. Galileia no tempo de Jesus.
A Galileia compreendia todo o território ao Norte de Samaria até ao Monte Líbano, estendendo-se de leste a oeste, entre o Mar da Galileia e o Mar Mediterrâneo e Fenícia. Situava-se nas grandes rotas comerciais que cruzavam o Oriente Próximo, e muitos estrangeiros atravessavam a área. A conservação de peixes pela salgadura e sua exportação para todos os lugares do Império Romano era a principal indústria. Era uma região muito mais próspera que a Judeia e abrigava uma grande população. Importante para a região era o mar da Galileia, um extenso lago de água doce, localizado ao norte da Palestina, também conhecido como mar de Tiberíades ou lago de Genesaré (Mt 4.18; Lc 5.1). Esse lago, que ficava cerca de 96 quilômetros ao norte de Jerusalém, ajudava a determinar o tipo de vida que se levava em toda a região ao derredor. As ocupações dos habitantes incluíam a agricultura, a fruticultura, a pecuária, o tingimento de tecidos, o curtume, a pesca e a fabricação de embarcações. Na Galileia, Jesus reforçou seu ensino com parábolas memoráveis, ilustrando o amor de Deus pelos pecadores, a necessidade de confiança na misericórdia de Deus, o amor que devemos ter uns aos outros, a maneira como a Palavra de Deus vem e o Reino de Deus cresce, a responsabilidade de o discípulo desenvolver seus dons e o julgamento daqueles que rejeitam o evangelho (Mt 4.23; 13.1-52).

2. Jerusalém no tempo de Jesus.
Jerusalém é uma das mais antigas cidades do mundo. É a mais sagrada cidade da Palestina e tem existido como cidade e como capital, além de lugar sagrado, há mais de três mil anos. À época de Jesus, Jerusalém contava com uma superpopulação, sendo que a maioria das pessoas estava desesperada em decorrência da opressão do Império Romano, da miséria, da opressão aos pequenos produtores que estavam praticamente falidos, tendo de pagar elevados impostos a Roma. Nessa época, grande parte da população dependia de esmolas do Templo. Enquanto o povo comum estava vivendo em situação de extrema pobreza, padecendo por terríveis privações, os grandes produtores, os grandes comerciantes e as famílias mais abastadas estavam satisfeitas com o sistema vigente controlado pelo governo de Roma. Diante desse contexto, o povo judeu aguardava com ansiedade o Messias que viria em glória, conforme profetizado por Zacarias (Zc 14.4).

3. Contexto literário: os Evangelhos.
Os quatro primeiros livros do cânon do Novo Testamento, chamados de Evangelhos, são os registros escritos das primeiras pregações das Boas Novas a respeito de Cristo. Eles constituem um tipo distinto de literatura. Não são biografias completas, pois não tentam narrar todos os fatos da carreira de Jesus; nem são apenas histórias; nem são sermões, embora incluam pregações e discursos; também não são apenas relatos de notícias. Os três primeiros Evangelhos - Mateus, Marcos e Lucas - são chamados sinóticos, termo que vem do grego synoptikos, que significa "ver junto", "ver da mesma perspectiva", "vistos de um ponto de vista comum". Os Sinóticos apresentam a vida, os ensinamentos e a significação de Jesus do mesmo ponto de vista, em contraste com o Evangelho de João, o qual se limita quase inteiramente ao que Jesus disse e fez na área de Jerusalém.

CONHEÇA MAIS
O que É uma Parábola?
“Normalmente definida como uma ilustração em função da ‘falácia de raiz’ de se derivar o sentido de paraballo, que significa, literalmente, ‘atirar ao lado’. Nenhuma definição se mostrará completamente eficaz, pois qualquer uma ampla o suficiente para englobar todas as formas acaba se revelando tão imprecisa a ponto de se mostrar praticamente inútil”. Para conhecer mais leia Compreendendo todas as Parábolas de Jesus, CPAD, p.32.

SÍNTESE DO TÓPICO II
O contexto em que as parábolas foram proferidas é de suma importância para se compreendê-las.

SUBSÍDIO SOCIOLÓGICO
"A Galileia era um região muito mais próspera que a Judeia e abrigava uma grande população. Os galileus eram menosprezados pelos líderes religiosos de Jerusalém. Muitos não eram de descendência judaica, pois seus antepassados foram violentamente convertidos por Alexandre Janeu. Os galileus estavam mais estreitamente em contato com a realidade diária do Império Romano, visto que a Galileia situava-se nas grandes rotas comerciais que cruzavam o Oriente Próximo, e muitos estrangeiros atravessavam a região" (DOWLEY, Tim. Pequeno Atlas Bíblico, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.73).

IIl - COMO LER UMA PARÁBOLA

1. Entendendo a narrativa como a síntese das experiências cotidianas.
Uma das questões mais importantes ao ler uma parábola é procurar entender os elementos culturais operados em cada uma delas, pois apesar de elas serem uma síntese das experiências humanas, são histórias contadas a partir de outra cultura e tempo. Torna-se impossível entender as parábolas sem vinculá-las ao seu contexto social, pois elas se referem às experiências de pessoas que viveram na época de Jesus. Para tanto, torna-se necessário identificar a conexão com as estruturas daquela sociedade. Quase um terço dos ensinamentos de Jesus foi realizado através de parábolas. Ele contou parábolas sobre a natureza (Mt 13.24-30), trabalho e salário (Lc 17.7-10), e até sobre casamentos e festas (Mt 25.1-13). Jesus não falava de forma genérica acerca da busca de Deus pelo perdido, mas sempre através de histórias de experiências cotidianas, tais como a história sobre uma mulher que perdera uma de suas dez moedas de prata, e que não descansou até encontrá-la (Lc 15.8-10).

2. Procurar as declarações explícitas e implícitas do agir de Deus no contexto literário.
Tendo a parábola o objetivo de transmitir uma mensagem e, no caso específico, tal comunicação procede de Deus, é imperioso que o leitor procure as declarações explícitas e implícitas do agir de Deus em tal contexto literário. Somente após esse exercício é possível pensar na aplicação da parábola (Mt 15.15,16).

3. Identificar a aplicação prática da parábola.
Uma vez que a maneira predileta de Jesus ensinar era através de parábolas, tais textos contêm lições profundas e de aplicação prática no campo da ética e da vida espiritual das pessoas. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamando-os a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a colocarem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entenderas parábolas, Jesus as interpretava (Mc 4.13-20). Assim, uma boa maneira de identificar a aplicação prática de uma parábola é fazer as seguintes perguntas: Para quem a parábola foi contada? Por que a parábola foi contada? Qual é a moral da parábola? Existe algum ponto culminante na parábola? Alguma interpretação é dada na passagem para a parábola?

SÍNTESE DO TÓPICO III
A forma correta de se ler uma parábola é fundamental para podermos extrair sua mensagem principal.

SUBSÍDIO HERMENÊUTICO
"Parábola, do grego parabolé, significa 'colocar ao lado de', e leva a ideia de colocar uma coisa ao lado de outra com o objetivo de comparar. A parábola envolve uma contradição aparente apresentada em forma de narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades importantes" (BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica Fácil e Descomplicada. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.321).


CONCLUSÃO
Não há como perceber, nem entrar, no Reino de Deus, sem ter nascido de novo (Jo 3.3-8), por isso, a salvação da alma é parte integrante das parábolas. Você já renasceu? Já se arrependeu dos seus pecados e confiou em Jesus Cristo e em seu sacrifício pelos seus pecados? Você conhece o Rei deste Reino? Seu coração já se prostra diante deste Rei?
Ou vive em rebeldia contra Ele ainda? Os verdadeiros súditos reconhecem a soberania do Rei e submetem-se a ela.

PARA REFLETIR
A respeito de "Parábola: Uma Lição Para a Vida", responda:
• O que significa "parábola"?
Significa, literalmente, "comparação", e como tal, comumente utilizada para indicar uma história breve, um exemplo esclarecedor para ilustrar uma verdade.

• O que, na Galileia, determinava o estilo da vida das pessoas?
O mar da Galileia, também chamado de mar de Tiberíades ou lago de Genezaré.

• Qual o significado de "sinóticos"?
Significa "ver junto", "ver da mesma perspectiva", "vistos de um ponto de vista comum".

• Cite uma das questões mais importantes a ser considerada quando se lê uma parábola.
Procurar entender os elementos culturais operados em cada uma delas, pois apesar de elas serem uma síntese das experiências humanas, são histórias contadas a partir de outra cultura e tempo.

• Quais são as perguntas necessárias para se identificar uma aplicação prática de uma parábola?
Para quem a parábola foi contada? Por que a parábola foi contada?
Qual é a moral da parábola? Existe algum ponto culminante na parábola? Alguma interpretação é dada na passagem para a parábola?

fonte: As Parábolas de Jesus – As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante
Adultos 4° trimestre 2018 cpad