Lição 13 - O DESERTO VAI PASSAR




TEXTO DO DIA “Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.” (Js 1.9)

SÍNTESE A caminhada do povo de Deus pelo deserto deste mundo em breve terminará e estaremos para todo o sempre com o Senhor.

AGENDA DE LEITURA 
SEGUNDA - Js 24.14 Temor e sinceridade diante do Senhor 
TERÇA – Js 24.15 Escolha a quem quer servir 
QUARTA – Js 24.17 O Senhor é o nosso Deus 
QUINTA – Js 24.19 Deus é santo e zeloso 
SEXTA – Js 24.23 Inclinai o coração ao Senhor 
SÁBADO – Js 24.13 A terra, a herança do Senhor

OBJETIVOS 
• MOSTRAR o perigo de ficar no liminar da Terra Prometida; 
• COMPREENDER que para receber os benefícios do Senhor é preciso ter fé; 
• CONSCIENTIZAR de que um dia nossa jornada nesse mundo chegará ao fim.

INTERAÇÃO 
Chegamos ao final do estudo do livro de Números. Caminhamos pelo deserto, juntamente com o povo de Deus. O trimestre foi concluído, mas nosso trabalho docente não. É hora de iniciar o planejamento do próximo trimestre. Esmere-se fazendo o melhor para Deus, investindo no estudo bíblico e na oração. Com isso, você continuará aprendendo a respeito de Deus. Certo professor em uma conferência de Escola Dominical disse o seguinte: “Quando eu aprendo, consigo ensinar; ensinando, aprendo de novo”.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Chegamos ao final de mais trimestre. Com certeza a sua fé no Deus que guiou o seu povo pelo deserto à Terra Prometidas foi fortalecida mediante o estudo de cada lição. Conclua mostrando aos alunos que embora sejamos filhos(as) de Deus estamos sujeitos a enfrentar algumas crises em nossa caminhada, como os hebreus enfrentaram no deserto. Contudo, as crises não são para nos destruir, castigar, desanimar, mas o Pai as permite para nos moldar, lapidar e para que possamos confiar mais nEle, em sua fidelidade. Incentive os alunos a verem os “desertos” como oportunidades de crescimento espiritual, de transformação. O Deus que sustentou o povo no deserto durante os anos é o mesmo que vai sustentá-lo e ajudá-lo a enfrentar as dificuldades da vida. 

TEXTO BÍBLICO
Números 32.31-33 3
1  E responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR falou a teus servos, isso faremos.  
32  Nós passaremos, armados, perante o SENHOR à terra de Canaã e teremos a possessão de nossa herança daquém do Jordão. 
33  Assim, deu-lhes Moisés, aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã: a terra com as suas cidades nos seus termos, as cidades do seu contorno.  
Números 33.50-56 
50  E falou o SENHOR a Moisés, nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, de Jericó, dizendo:  51  Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã,  52  lançareis fora todos os moradores da terra diante de vós e destruireis todas as suas figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição e desfareis todos os seus altos;  
53  e tomareis a terra em possessão e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra, para possuí-la.  
54  E por sortes herdareis a terra segundo as vossas famílias; aos muitos, a herança multiplicareis, e, aos poucos, a herança diminuireis; onde a sorte sair a alguém, ali a terá; segundo as tribos de vossos pais, tomareis as heranças.  
55  Mas, se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então, os que deixardes ficar deles vos serão por espinhos nos vossos olhos e por aguilhões nas vossas costas e apertar-vos-ão na terra em que habitardes.  
56  E será que farei a vós como pensei fazer-lhes a eles.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO 
Neste trimestre acompanhamos a longa jornada do povo hebreu pelo deserto. Eles caminharam por aproximadamente 40 anos, num lugar onde as pessoas, em regra, não se arriscavam a fixar residência pelas condições extremamente desfavoráveis, um “grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água” (Dt 8.15). A jornada estava chegando ao fim. A geração que atravessou o mar Vermelho a pé enxuto havia sido consumida durante a peregrinação, —— mais de seiscentos mil homens; entretanto, nenhum deles faleceu por falta do cuidado de Deus, morreram pela desobediência; tentaram a Deus e caíram no deserto (Hb 3.16,17).

I – CHEGANDO AO FIM DA JORNADA 
1. A antecipação da herança. Os filhos de Rúben, Gade, e metade da tribo de Manassés eram afeitos à pecuária, donos de muitos animais. Eles solicitaram a antecipação da sua herança a Moisés. Porém, essas tribos se prontificaram a transpor o Jordão e ajudar a derrotar os exércitos cananitas (Js 4.12,13). 

2. O perigo de ficar à margem de Canaã. Ao que tudo indica, os rubenitas, gaditas e os homens da meia tribo de Manassés não perceberam o perigo que corriam em ficar, na verdade, no “limiar da herança”. O futuro revelaria o erro daquela decisão, pois aqueles israelitas  separados do restante das tribos pelo Jordão, e sem nenhuma defesa natural contra os inimigos — foram os primeiros a se tornarem idólatras e, vulneráveis, também os primeiros a serem levados cativos à Assíria (1 Cr 5.25,26). Convém observar que aquelas duas tribos e meia tinham um sério problema: não anelavam entrar na Terra Prometida. Qualquer campina serviria para eles. 

3. Recordando a viagem no deserto. Depois da purificação do exército de Israel (Nm 31. 13-24), e da resolução a respeito das terras a leste do Jordão, que ficaram com as tribos de Rúben, Gade e metade da tribo de Manassés (Nm 32), chegou a hora da despedida do grande líder. Moisés então faz um longo discurso. Ele discorre a respeito da história da travessia pelo deserto, começando com a saída do Egito (Nm 33). Esse capítulo possui uma peculiaridade: relembra o passado e, por isso, traz consigo uma forte carga de informações valiosas sobre como viver no presente. É necessário trazer a memória do povo as experiências do passado, a fim de que os mesmos erros não sejam praticados novamente. 
Por fim, o Senhor (vv. 50-56) adverte o povo a respeito das consequências para quem se tornar relapso em obedecê-lo. O amor do Altíssimo por seu povo, a cada novo parágrafo das Escrituras, mostra Deus como um Pai cuidadoso, que não quer que nenhum dos seus filhos se perca, mas cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Tm 2.4).

Pense! 
Se era tão ruim ficar ao leste do Jordão, por que Moisés autorizou a antecipação da herança das duas tribos e meia?

Ponto Importante 
As duas tribos e meia desprezaram todo o esforço empreendido e, por isso, pagaram um alto preço anos depois.

II – FÉ E HERANÇA 
1. Chegando ao fim da viagem. Os hebreus fixaram acampamento nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, na direção de Jericó (Nm 33.50). A cansativa viagem pelo deserto estava chegando ao fim e esse era um momento de especial alegria. Há cerca de 38 anos eles estavam em Cades Barneia (Nm 13) e ali, tomados pelo desânimo e pela falta de fé, decidiram retornar ao Egito. 
O Deus que guiou os hebreus até a Terra Prometida deseja nos guiar em nossa trajetória por esse mundo tenobroso; precisamos crer nisso, ter fé. Deus é bom e tem cuidado de nós; por isso podemos descansar o nosso coração, pois o Senhor nunca erra, nem se atrasa, ou permite que a luta da vida seja mais dura do que possamos suportar. Tenha fé!


2. A herança pela fé, uma visão. Em Números 34.2, Deus está falando a respeito do futuro, no qual os israelitas herdariam, pela fé, a Terra Prometida. A vinda do tempo de Deus para aquela geração não tardaria. As profecias bíblicas, agora, teriam seu cabal cumprimento.
O Senhor estava fornecendo uma visão aos hebreus do que seria a herança deles. O propósito era encorajar o povo a seguir caminhando e conquistando as muitas cidades. Aos olhos dos israelitas não havia nenhuma possibilidade de êxito nas batalhas, mas a visão espiritual fornecida a eles pelo Senhor tornou-se o combustível necessário para lançá-los à guerra.

 3. A herança pela fé, uma proteção. O Senhor, ao estabelecer os limites da herança dos hebreus, estava aguçando a fé do povo e os protegendo contra a cobiça. O Eterno não desejava que a aquisição de bens materiais fosse a força motriz de Israel, — eles precisavam anelar, como Abraão, a cidade que tem fundamentos (Hb 11.10). A herança oferecida pelo Senhor, entretanto, deveria ser conquistada com força e coragem, pela fé (Js 1.9).

Pense! 
Por que os hebreus deveriam lutar por uma herança que já lhes pertencia? 

Ponto Importante 
O servo de Deus deve buscar a realização de seus projetos pessoais, mas desde que seja segundo a vontade divina.

III – O FIM DA JORNADA 
1. A oferta aos levitas. Os dois últimos capítulos do livro de Números trazem as últimas recomendações de Moisés para o povo, pouco antes da entrada em Canaã. Segue-se, após, a repetição da lei em Deuteronômio e a morte de Moisés, quando encerra-se a história da caminhada de 40 anos no deserto.
Depois de determinar a divisão da terra, o Senhor fez lembrar da necessidade de os levitas morarem em cidades próprias e da existência, também, de cidades de refúgio. Santidade e justiça são virtudes imprescindíveis para quem quer ser abençoado. Israel sabia que a bênção do Senhor decorreria da obediência ao seu padrão ético e moral e, por isso, essas determinações foram atendidas. 

2. Estabelecimento de leis justas. Por fim, o Senhor entregou, por intermédio de Moisés, as últimas leis penais (homicídio culposo e doloso) e hereditárias (bastante avançadas para a época). Deus estabeleceu diversas leis devido a dureza do coração dos hebreus. Israel deveria refletir a glória do Senhor em seu ordenamento jurídico.
As leis tinham um propósito maior: apontavam, sobretudo, para a justiça que provém da cruz do Calvário. Eram justas, proféticas, e messiânicas. 

3. Conquistando o impossível. Ao longo de 40 anos, Israel palmilhou por uma estrada de muitas dificuldades. Agora, às margens da Terra Prometida, receberia as últimas instruções de Deus e, debaixo da sua bênção, entraria triunfantemente em Canaã, para conquistar o que aparentemente era impossível. Isso poderia ter acontecido há quase quatro décadas, mas, pela incredulidade da primeira geração de hebreus, a porta foi fechada.
Agora, o caminho estava aberto e uma nova geração que cresceu no deserto, marcharia vitoriosa. O rio Jordão estava cheio, transbordando pelas suas ribanceiras, mas não haveria problema quanto a esse fato, pois Deus cumpriria brevemente sua promessa.
 A vida do crente é semelhante a do povo de Deus no deserto. São muitas estradas empoeiradas pelas quais devemos trilhar, tendo em vista o aprimoramento espiritual para, depois, tomarmos posse das bênçãos que estão preparadas para aqueles que amam a Deus. 

 Pense!
 Qual era o real propósito das muitas leis entregues aos hebreus? 

 Ponto Importante 
A dureza do coração dos hebreus fez com que Deus, por amor, concedesse leis civis e cerimoniais.

SUBSÍDIO 1
“Números 34.1-15. Aqui temos a definição da linha pela qual a terra de Canaã foi medida e limitada por todos os lados. Havia uma concessão muito maior prometida a eles, a qual, no devido tempo, teriam possuído, se tivessem sido obedientes, chegando até o rio Eufrates (Dt 11.24). E até lá o domínio de Israel estendeu-se, nos tempos de Davi e de Salomão (2 Cr 9.26). Mas o que aqui está descrito é apenas Canaã, que era a parte das nove tribos e meia, pois as outras duas e meia tribos já tinham sido assentadas (vv. 14,15). Aqueles que estivessem dentro destas fronteiras, e somente a eles, os israelitas deveriam destruir. Até aqui a sua espada sanguinária devia ir, e não além. Deus não desejava que o seu povo aumentasse o seu desejo de possessões mundanas, mas que soubesse quando tivesse o suficiente, e ficasse satisfeito com isto. Os próprios israelitas não deveriam estar sozinhos no meio da terra, mas deveria deixar lugar para que seus vizinhos vivessem a seu lado. Deus determinou os limites da nossa terra. Devemos, então, definir limites aos nossos desejos, fazendo com que o nosso pensamento e a nossa vontade estejam de acordo com nossa condição” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1.ed. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, pp. 554,555).

SUBSÍDIO 2
“Números 32. Nesse mesmo tempo, as tribos de Gade e de Rúben e a metade da de Manassés, que eram muito ricas em gado e em todas as espécies de bens, rogaram a Moisés que lhes desse o país dos amorreus, conquistado algum tempo antes, porque era muito rico em pastagens. Esse pedido fê-lo crer que o desejo deles era evitar, sob esse pretexto, o combate contra os cananeus. Assim, disse-lhe que era apenas por covardia que lhe faziam aquele pedido, para viver em tranquilidade numa terra conquistada pelas armas de todo povo. Eles responderam que estavam tão longe da intenção de querer evitar o perigo quanto desejavam colocar, por esse meio, as suas mulheres, os seus filhos e os seus bens em segurança, para estar sempre prontos a seguir o exército aonde os quisessem levar. Moisés, satisfeito com a explicação, concedeu-lhes o que pediam, com a condição de que essas tribos marchariam com as outras contra os inimigos até que a guerra estivesse completamente terminada. Assim, eles tomaram posse daquele país e ali construíram cidades fortificadas. Puseram nelas as suas mulheres, filhos e bens, a fim de estarem mais livres para tomar as armas e cumprir a sua promessa” (JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, pp. 214,215).


 CONCLUSÃO 
O livro de Números, ao narrar a caminhada dos hebreus, por cerca de 40 anos, em uma região desértica, simboliza a vida de fé de cada cristão, em todos os tempos. Cabe a cada crente se apropriar de cada fato narrado no livro de Números e assim guardar as importantes lições que o ajudarão na jornada de fé até a Canaã Celestial.

HORA DA REVISÃO 
1. Por que as tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés resolveram antecipar a sua herança? Porque essas tribos eram afeitas à pecuária, donos de muitos animais e as terras pareciam excelentes para a pecuária. 
2. Segundo a lição, por que é necessário relembrar as experiências do passado? 
Faz-se necessário que a memória do povo esteja atenta para experiências do passado, a fim de que os mesmos erros não sejam praticados novamente. 
3. Por que as leis foram dadas por Deus? 
Deus estabeleceu diversas leis devido a dureza do coração dos hebreus. Israel deveria refletir a glória do Senhor em seu ordenamento jurídico. 
4. Segundo a lição, por que foi importante Deus mencionar os limites da Terra Prometida ? 
Foi importante para proteger os hebreus da cobiça. 
5. O que você aprendeu de mais significante a respeito do livro de Números? 
Resposta pessoal. 



1° Trimestre de 2019/Revista: Professor/Data da Aula:31/03/2019

Lição 12 - UM LÍDER FORMADO NO DESERTO




TEXTO DO DIA “Esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.  Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo [...].” (Js 1.6,7)

SÍNTESE O deserto é uma escola de formação de líderes; por isso, não se deixe abater pelas lutas, provações e dificuldades.

AGENDA DE LEITURA 
SEGUNDA – 2 Co 12.15 O amor é a principal característica do líder cristão 
TERÇA - At 13.22 O líder cristão deve ser obediente a Deus 
QUARTA – 1 Cr 9.20 As pessoas precisam ver e reconhecer que o Senhor é com o líder 
QUINTA – Sl 100.2 O líder deve servir a Deus e ao próximo com alegria 
SEXTA – 1 Tm 3.6 O líder cristão não pode ser neófito 
SÁBADO – 1 Tm 3.2 O líder cristão precisa ser irrepreensível

OBJETIVOS 
• MOSTRAR que a formação de Josué se deu no deserto, ao lado de Moisés; 
• CONSIDERAR o fato de que Josué foi escolhido pelo Senhor; 
• COMPREENDER que Josué foi fortalecido por Moisés e por Deus.

INTERAÇÃO 
Prezado(a) professor(a), no próximo domingo será o encerramento do trimestre, portanto programe-se. Desafie seus alunos, peça que tragam o maior número possível de parentes e amigos à Escola Dominical, independentemente da idade, salvos ou não. Os objetivos são: Congregar toda a família, apresentar a classe àqueles que não a conhece e trazer de volta os que andam ausentes. Cuide para que os parentes e visitantes sejam apresentados à igreja. Premie os alunos mais esforçados, na medida do possível. Sugestões de brindes: caixas de bombons que possam ser compartilhadas por seu aluno com os familiares, amigos presentes e/ou livros da CPAD. A Escola Dominical deve ser, sempre, um momento de aprendizado e de celebração da unidade. 

 ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Estimado(a) professor(a), o foco da aula de hoje será Josué, o homem escolhido pelo Senhor para substituir o líder Moisés. Convide, previamente, três alunos para falarem de 3 a 5 minutos, a respeito de algumas peculiaridades desse servo de Deus extraordinário. Os tópicos a serem tratados pelos alunos a respeito de Josué são: A família dele; seu caráter e o serviço de Josué. Depois, entregue uma pequena lembrança para os que participaram da atividade.

TEXTO BÍBLICO
Números 27.18-23 
18  Então, disse o SENHOR a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele.  
19  E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos deles,  
20 e põe sobre ele da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.  
21  E se porá perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o SENHOR; conforme o seu dito, sairão; e, conforme o seu dito, entrarão, ele, e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação.  
22  E fez Moisés como o SENHOR lhe ordenara; porque tomou a Josué e apresentou-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação;  
23  e sobre ele pôs as mãos e lhe deu mandamentos, como o SENHOR ordenara pela mão de Moisés.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO 
O deserto é uma escola de formação de líderes onde muitos servos de Deus foram treinados. O deserto prova a nossa fé, expõe os nossos limites, delineia a nossa confiança, quebra o nosso orgulho e revela o nosso caráter. Não é por acaso que o próprio Jesus, no início do seu ministério, foi levado pelo Espírito Santo para o deserto a fim de ser tentado. Na lição de hoje, estudaremos a respeito de Josué, filho de Num, homem valente que foi formado na escola do deserto, e que foi escolhido, pelo Senhor, para substituir Moisés e conduzir os hebreus até a Terra Prometida. 

I – UM JOVEM VALOROSO 
1. Cheio de confiança. Josué foi um homem cheio do Espírito de Deus (Nm 27.18). Ele é identificado não somente por sua coragem e seus conhecimentos, mas por sua comunhão com o Senhor. A primeira referência que encontramos a respeito dele está em Êxodo 17.9. Moisés ordena que Josué escolha soldados e saia para pelejar contra os amalequitas. Josué não somente lutou, mas formou o exército. Alguns autores defendem a ideia de que ele foi treinado para a guerra ainda no Egito, razão pela qual assumiu o posto de general das tropas de Israel.
A habilidade para a guerra deve ter sido levada em consideração na escolha de Josué para assumir o lugar de Moisés,entretanto, o seu caráter foi o fator preponderante para a escolha. A fidelidade e o temor a Deus são características indispensáveis do líder cristão. Paulo disse que Jesus Cristo o teve por fiel e, porisso, colocou-o no ministério (1 Tm 1.12).

2. Que gostava de estar na presença de Deus. Josué subiu o monte de Deus juntamente com Moisés (Êx 24.13). Assim como Jesus queria que seus discípulos o acompanhassem em alguns momentos, Moisés também apreciava a companhia de Josué, nos instantes em que subia ao monte para falar com Deus.
O sumo sacerdote tinha a obrigação de estar a sós com Deus, uma vez por ano no santo dos santos (Hb 9.7). Porém Moisés, diferentemente dos demais sumos sacerdotes, entrava no lugar santíssimo constantemente, devido à sua comunhão com Deus. Todo líder cristão precisa amar e priorizar os seus momentos de oração em particular, sua comunhão com o Senhor

3. Submisso a Deus e ao seu líder. No deserto, ou a pessoa obedece e confia em Deus ou ela murmura contra Ele e a liderança, como aconteceu com a geração que saiu do Egito. Josué submeteu-se à liderança que fora constituída por Deus e suportou com alegria, fé e gratidão às circunstâncias adversas que surgiram em sua caminhada.
Josué sempre esteve ao lado de Moisés em várias ocasiões, nas guerras (Êx 17.9), nos momentos de perplexidade (Nm 11.28) e nos desafios (Nm 13.16). Isso faz diferença na vida do jovem que almeja o ministério da Palavra de Deus. Com isso, aprendemos que é preferível haver duas pessoas bem preparadas (Josué e Calebe), que caminham e sofrem com seus líderes, do que muitos sem formação adequada, amantes apenas das “cebolas, pepinos e panelas de carne” do Egito.

Pense! 
Por que é preciso submeter-se aos líderes e aprender com eles, para só depois ser ordenado ao ministério?

Ponto Importante 
O líder cristão deve ter conhecimento teológico, mas somente após enfrentar, ao lado do seu pastor, as agruras do deserto, estará apto para ensinar a outros.


II – “PÕE TUA MÃO SOBRE ELE” 
1. Escolhido pelo Senhor. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “o nome Josué significa o Senhor é salvação. A forma grega desse nome é Jesus (Mt 1.21).” Josué é um tipo de Jesus Cristo.
A escolha de Josué para substituir Moisés foi divina, não teve a influência do homem, e foi anunciada pelo Senhor: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele” (Nm 27.18). Seu sucesso em conduzir o povo até a Terra Prometida deve-se a isso e não à sua força ou coragem. Certa vez, para que a vitória de Israel fosse completa, Josué orou e Deus fez o sol parar (Js 10.12,13). Somente do “Senhor é a salvação”.

2. Encarava os desafios. Josué nunca fugiu de um desafio, nunca se acovardou, mas sempre agiu com dignidade, afinal “a vida é muito curta para ser pequena”, como bem dizia Benjamim Disraeli, escritor e político inglês do século XIX. Sem titubear, Josué (e também Calebe) fizeram um ardoroso discurso, inspirando o povo a crer no Deus que fez a promessa da conquista de Canaã (Nm 14.6-9).
Deus conta com pessoas corajosas (não atrevidas) e a intrepidez de Josué, sem dúvida, foi uma das tônicas do seu ministério. Essa também deve ser uma característica marcante dos jovens cristãos atuais.

3. Um coração obediente. Números 32.12 afirma que em meio a uma grande oposição, Josué, juntamente com Calebe, perseveraram em seguir ao Senhor. Eles agiram em total obediência, que é uma condição indispensável para um líder.
Josué sabia que crendo e obedecendo à Palavra de Deus herdaria insondáveis bênçãos (Dt 28.1-14). Ele aprendeu a obedecer em um cenário de escassez, murmuração e conflitos. Ora, obedecer quando tudo vai bem não é tão difícil, pois, como dizia Shakespeare, “em mar calmo todo barco navega bem”, mas, quando tudo parece perdido não é fácil, por isso a provação no deserto tem tanto valor para a formação ministerial.

Pense! 
O fato de Deus mandar Moisés apresentar Josué ao sacerdote e ao povo, como sendo seu substituto eventual, não enfraqueceria Moisés politicamente? 

Ponto Importante 
Deus espera que lhe obedeçamos independente das circunstâncias, pois só Ele sabe o que é melhor para nós

III – JOSUÉ É FORTALECIDO 
1. Deus pede que Moisés anime Josué (Dt 1.38; 3.28). O Senhor afirmou que Josué tinha o Espírito e que ele havia sido escolhido para substituir Moisés. Depois, Deus mandou que Josué fosse apresentado ao sacerdote e ao povo para assumir a posição que fora de Moisés. Segundo Deuteronômio 1.38 e 3.28, Deus ordenou que Moisés cuidasse de Josué animando-o e fortalecendo-o.
2. Deus promete ir adiante de Josué (Dt 31. 8). O Senhor prometeu a Josué que ele não estaria sozinho em sua caminhada até a Terra Prometida. O Senhor estaria com ele, portanto, que não temesse, nem se espantasse. Do que mais precisava Josué? Do que mais precisamos nós? Pois Jesus também prometeu que estaria conosco todos os dias (Mt 28.20). A conquista de “novos territórios” para Deus é um desafio para toda a Igreja (Mt 28.19,20). Mas a garantia do nosso sucesso foi outorgada por Jesus (Mt 16.18).

3. A nobreza de Josué. Ele era tão especial para o Senhor e para o seu povo que nunca foi contestado por ninguém, diferentemente do que aconteceu com Moisés. Contudo, a verdadeira nobreza de Josué não lhe foi outorgada por suas extraordinárias realizações (ele conquistou mais de 30 nações), mas por sua humildade.
Josué, por exemplo, ao escrever o livro que leva o seu nome, apresenta-se como sendo, “filho de Num, servo de Moisés” (Js 1.1), e, ao longo da narrativa, sempre chama Moisés de “servo do Senhor”. Quando, porém, Josué faleceu, alguém escreveu as últimas linhas do livro, chamando-o, por fim, de “servo do Senhor”. Não havia, portanto, nenhum sentimento de autoengrandecimento, vaidade, dominação política, no espírito de Josué. Seu ideal de vida era servir fielmente a Deus, honrar ao seu líder Moisés bem como ao seu povo; por isso o Senhor o honrou de maneira tão distintiva.

SUBSÍDIO 1
“Josué era filho de Num, da tribo de Efraim. Como tinha mais de 40 anos de idade quando deixou o Egito e parecia bem qualificado para assumir o comando das forças israelitas que lutaram contra os amalequitas em Refidim (Êx 17.8-16), é possível que tivesse sido treinado pelo exército de faraó. Durante aquele ano, no Monte Sinai, Josué serviu como auxiliar direto de Moisés quando esse último recebeu as leis, e todas as vezes que ia à tenda onde encontrava e ouvia o Senhor (Êx 24.23; 32.17; 33.21). Mesmo depois de deixar o Sinai, Moisés considerava Josué como um ‘moço’ e achava necessário censurá-lo por proibir dois anciãos do acampamento de profetizar (Nm 11.27-29). Além dos possíveis contatos que pode ter tido antes do Êxodo com Canaã e seus habitantes, que vinham comercializar com os egípcios, ou mesmo que pudesse ter viajado ao Egito em alguma campanha militar, Josué adquiriu experiência dessa terra por ser um dos 12 espias. Quando Moisés e seu sucessor se dirigiram à porta da tenda, Deus comissionou Josué de uma forma direta (Dt 32.14,15,23). Depois da morte de Moisés, o Senhor bondosamente repetiu essa ordem particularmente a Josué, aumentando as suas promessas com a finalidade de encorajá-lo na véspera da invasão de Canaã (Js 1.1-9)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 1.095).

SUBSÍDIO 2
“Em muitos aspectos, ‘Josué do Antigo Testamento’ prefigura características do Jesus do Novo Testamento. Não foi registrado nenhum mal contra ele. Ele estava livre de todo o desejo de autopromoção ou cobiça; não existe traço de egoísmo que manche a nobreza simples de seu caráter. Em todas as circunstâncias ele demostrou um desejo supremo: conhecer a vontade de Deus. Sua principal ambição era fazer a vontade divina. Josué foi um homem de coragem inabalável e perseverança invencível que mostrou profunda confiança diante das dificuldades. Suas ações imediatas lhe deram vitórias. As outras pessoas lhe deram grande honra em função da desconsideração altruísta de seus próprios interesses pessoais. Ele nunca deixou de demonstrar uma profunda preocupação pelos interesses daqueles a quem liderava. Desse modo, na plenitude dos tempos, quando Deus precisava de um homem bem preparado, Ele escolheu Josué. O Senhor encontrou naquele homem alguém que ouviria suas instruções. Josué era alguém que cumpriria suas tarefas. Estas qualidades de caráter tão associadas à disposição de Josué são sempre aprovadas por Deus” (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol. 8. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, pp. 24,25).


CONCLUSÃO 
Josué é um exemplo para todo o crente, desde a sua formação como discípulo (servo) de Moisés, no deserto, até a sua ascensão ao posto mais alto da nação. Ele demonstrou um grande senso de serviço e devoção ao Senhor mesmo em tempos difíceis, como a travessia pelo deserto.

HORA DA REVISÃO 
1. Transcreva a referência em que Josué foi citado pela primeira vez na Bíblia. 
“Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque; amanhã, eu estarei no cume do outeiro, e a vara de Deus estará na minha mão” (Êx 17.9). 
2. Quem, juntamente com Josué, trouxe um relatório de fé ao espiar Canaã? 
Calebe. 
3. Qual era o costume de Josué segundo Êxodo 33.11? 
Ele nunca se apartava do meio da tenda. 
4. Segundo Número 27.18 o que diferenciava Josué dos demais líderes? 
Homem em que há o Espírito (Nm 27.18). 
5. Qual a característica de Josué que você considera a mais importante para um líder? 
Resposta pessoal.

1° Trimestre de 2019/Revista: Professor/Data da Aula:24/03/2019

Lição 11 - MOISÉS, UM LÍDER VITORIOSO




TEXTO DO DIA “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR  conhecera face a face.” (Dt 34.10)

SÍNTESE Os milagres na vida de Moisés eram eventos naturais para Deus. Mas para ele e seu povo eram sobrenaturais.

AGENDA DE LEITURA 
SEGUNDA - Êx 20.1-26 Moisés, o estadista 
TERÇA - Sl 77.20 Moisés, o líder que guiou o povo de Deus 
QUARTA - Sl 90.1-17 Moisés, o poeta 
QUINTA - Sl 105.26 Moisés, servo de Deus 
SEXTA - Sl 106.23 Moisés, o intercessor 
SÁBADO - Jo 1.17 Moisés, o legislador

OBJETIVOS 
• MOSTRAR a difícil jornada de Moisés enquanto líder pelo deserto; 
• CONSCIENTIZAR de que Moisés era um homem à frente do seu povo; 
• REFLETIR a respeito da última batalha de Moisés.

INTERAÇÃO 
Prezado(a) professor(a), as deficiências estruturais de algumas classes de Escola Dominical não devem ser empecilhos para que se ofereça aos alunos um ensino bíblico de qualidade. Ame seus alunos e eles sentirão que são especiais. Quem ama os alunos procura propiciar um ambiente que seja o mais aconchegante possível, apesar das limitações. Uma simples decoração pode fazer uma enorme diferença. Lembre-se de que em alguns lugares (países onde os cristãos são perseguidos), as dificuldades são ainda maiores, mas nem por isso a obra de Deus deixou de crescer e os alunos de serem edificados em Cristo. Não podemos nos esquecer de que a primeira reunião da Escola Dominical no Brasil aconteceu na cozinha do casal Kalley. Portanto, esteja certo de que Deus o ajudará a vencer quaisquer dificuldades. Não desista nunca e sempre dê o seu melhor.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Professor(a), você tem o hábito de realizar trabalhos em grupos com seus alunos? Essa ferramenta apresenta-se bastante útil, pois propicia dinamismo no encontro com os discentes, promove a unidade, evita que sejam ministradas aulas estritamente expositivas, proporcionando uma aprendizagem participativa, portanto, mais eficaz. Para tanto, é preciso que os grupos sejam formados aleatoriamente, buscando a interação entre os que têm menos afinidade. Assim, no início da aula, forme 3 ou 4 grupos heterogêneos, e dê-lhes tempo para que falem a respeito dos seguintes temas: (1)Moisés, o libertador; (2) Moisés, o legislador; (3) Moisés, o historiador; (4) Moisés, o amigo de Deus. Se você conseguir contatar os alunos, formando os grupos, ao longo da semana, será um incentivo a mais para que participem ativamente da aula.

TEXTO BÍBLICO
Números 27.12-17 
12  Depois, disse o SENHOR a Moisés: Sobe este monte Abarim e vê a terra que tenho dado aos filhos de Israel.  
13  E, havendo-a visto, então, serás recolhido ao teu povo, assim como foi recolhido teu irmão Arão;  14  porquanto rebeldes fostes no deserto de Zim, na contenda da congregação, ao meu mandado de me santificardes nas águas diante dos seus olhos. (Estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim.) 
15  Então, falou Moisés ao SENHOR, dizendo:  
16  O SENHOR, Deus dos espíritos de toda carne, ponha um homem sobre esta congregação,  
17  que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO 
A vida de Moisés é um milagre em todos os sentidos. Nascido sob condições extremamente desfavoráveis, sem ter sequer o direito de viver, foi escondido por três meses por seus pais. Para salvar sua vida, sua mãe colocou-o dentro de um cesto betumado no rio Nilo (um rio cheio de crocodilos). Mas, a filha de Faraó o encontrou nas águas do rio e o resgatou. Tirado das águas (daí provém seu nome), ele foi criado como filho da filha de Faraó. Quando adulto, não compreendeu o tempo de Deus para a sua vida e de seu povo e acabou agindo com precipitação e arrogância, tendo de fugir do Egito. A formação desse homem extraordinário, suas lutas, dilemas e conquistas, será o tema dessa lição.

I –A JORNADA DE MOISÉS 
1. Um homem com um ideal. Há certas motivações que impulsionam as pessoas fortemente, fazendo-as conquistarem objetivos aparentemente inalcançáveis. Moisés, o libertador hebreu, guardava no coração e mente o desejo profundo de conduzir o seu povo até a Terra Prometida. Esse foi o seu ideal de vida.
Aos 40 anos, decidiu por conta própria, retirar o seu povo da escravidão egípcia. Mas não deu certo e ele teve de amargar um ostracismo que durou 40 anos. Até que Deus, então, lhe apareceu e o chamou. Moisés precisava libertar o povo e conduzi-lo a uma terra que manava leite e mel. A partir de então, ele batalhou, usando toda a sua energia — por 40 anos — para que seu objetivo fosse alcançado. E você? Desiste facilmente de seus projetos de vida?

2. Um homem que também cometeu erros. Depois de quase 40 anos sofrendo num deserto inóspito e conduzindo milhões de pessoas insubordinadas e de corações duros, Moisés cometeu um desatino. Deus o mandou falar à rocha, mas na sua ira ele a feriu por duas vezes (Nm 20.7-11). Certamente este foi o maior erro de sua vida. O salmista, séculos depois, afirmou no Salmo 106.33: “Porque irritaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com seus lábios”.
Em determinadas ocasiões, os erros cometidos podem não trazer consequências tão graves, mas em noutros momentos, porém, os equívocos são inadmissíveis, inaceitáveis, principalmente no que tange às coisas que digam respeito à obra de Deus, o ministério.

3. Um homem que aceita parar. O sonho de adentrar na Terra Prometida termina para Moisés quando o Senhor lhe diz: “Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel” (Dt 32.52). Moisés ainda tentou argumentar com o Altíssimo, como fizera outras vezes, mas o Senhor foi taxativo: “Basta; não me fales mais neste negócio” (Dt 3.26).
Em momento algum vemos no texto bíblico, ainda que indiretamente, sinais demonstrando que Moisés tenha ficado com raiva de Deus. Absolutamente! Ele foi um servo submisso e fiel ao Senhor até o fim dos seus dias.
Como servo, ele tinha consciência de que chegaria o seu momento de parar. Conhecer o tempo de começar e de terminar é uma virtude que somente os mais nobres e espirituais possuem. Jesus compreendia perfeitamente o tempo do Pai: “[…] sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai [...]” (Jo 13.1). Como cristãos necessitamos conhecer o tempo de Deus em nossas vidas e ministério.

Pense! 
Por que Deus foi tão rigoroso em punir Moisés por ferir a rocha? 

Ponto Importante 
Às vezes, nossos erros produzem consequências implacáveis em nossa vida pessoal, familiar e em nosso ministério, mas Deus não nos abandona. Ele deseja que nos arrependamos e deixemos o nosso erro.

II – MOISÉS, UM HOMEM À FRENTE DO SEU TEMPO 
1. Um homem de sucesso. Mas o que é o sucesso para você? Será possuir riquezas, prestígio, fama? Certamente que não. Conta-se que, certa vez, uma atriz famosa disse a um repórter: “Se sou uma lenda como você diz, porque estou tão sozinha? Vou lhe dizer uma coisa: tudo bem ser uma lenda, desde que você tenha por perto, alguém que te ame”.
Uma pessoa de sucesso é aquela que, apesar de seus pequenos recursos, obtém êxito em realizações pessoais e coletivas. Sucesso, então, é algo relativo, mas que sempre envolve amor e a conquista de desafios. Nesse sentido, Moisés pode ser considerado um homem de sucesso, pois ele viveu perto de pessoas que o amavam: Arão, Miriã, Josué, Calebe, entre outros. Moisés deixou a sua marca na história do seu povo. Conquistou o que era impossível aos olhos humanos e foi um sucesso como legislador, poeta, libertador, profeta e estadista.

2. Uma referência para sua geração. Moisés também é um referencial na história do direito, pela entrega ao povo de um código legal muito avançado para sua época. Também é o maior profeta do Antigo Testamento. As suas realizações extraordinárias, seu caráter e sua fidelidade a Deus fazem dele o mais importante personagem do Antigo Testamento.

3. Um homem que cumpriu sua missão. Moisés cumpriu o projeto que Deus tinha para sua vida. Alcançou um patamar de excelência, tendo seu nome incluído na galeria dos heróis da fé (Hb 11.23-29). O deserto e as muitas adversidades não lhe impediram de cumprir com a missão que lhe foi outorgada pelo Senhor.

Pense! 
Moisés cumpriu com a sua missão. O que você tem feito para que os propósitos de Deus se cumpram em sua vida?

Ponto Importante 
Como Moisés, cumpra a missão que lhe foi confiada pelo Senhor, ainda que seja preciso atravessar o deserto. 


III – A ÚLTIMA BATALHA DE MOISÉS 
1. A última missão. Foi Deus quem falou com Moisés que a sua carreira e o seu tempo de vida nesta terra estavam chegando ao final (Nm 27.12,13). Moisés tinha maturidade emocional para ouvir o que o Senhor lhe havia revelado. Você teria essa mesma maturidade? Como reagiria? Moisés confiava no Deus a quem dedicou grande parte da sua vida.

2. Um erro fatal. A guerra contra os midianitas, a última de Moisés (Nm 31. 1,2), não era aparentemente perigosa, pois do exército de Israel foram enviados apenas doze mil homens, um número irrisório. O exército de Israel pelejou contra os midianitas e o Senhor ordenou que todos os homens fossem mortos. Mas Israel decidiu poupar as mulheres midianitas, ao que se indignou Moisés e disse: “Deixastes viver todas as mulheres? Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de prevaricar contra o SENHOR, no negócio de Peor, pelo que houve aquela praga entre a congregação do SENHOR” (Nm 31.15,16). A santidade e a obediência de Moisés não foram observadas e imitadas pelo povo. Eles não observaram o exemplo do seu líder.

3. A purificação. O Senhor então determinou o cumprimento integral da sua palavra e ordenou que ficassem alojados durante sete dias fora do arraial a fim de serem purificados (Nm 31. 19). Deus, mais uma vez, estava demonstrando ao seu povo a importância da obediência e da santidade. Ainda hoje, o Senhor requer de cada crente a adoção de um alto padrão de devoção e o comprometimento com Ele, porque está escrito: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15).

Pense! 
Deus ainda continua a exigir santidade do seu povo?

Ponto Importante 
Moisés também cometeu erros, mas ele cumpriu todo o propósito que Deus tinha para sua vida. 

SUBSÍDIO 1
“MOISÉS, hb. Tirado. Libertador, estadista, historiador, poeta e legislador hebreu — o maior vulto do Antigo Testamento. Deus o usou para formar, de uma raça de escravos egípcios e sob as maiores dificuldades, uma nação poderosa que completamente alterou o curso da humanidade. A história de Moisés ocupa os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio — a sétima parte da Bíblia. Ele merece a fama de ter sido um dos maiores homens de todas as épocas. Apesar de ser criado em um foco de idolatria e cercado em toda a vida de adoração a ídolos, ele não se contaminou e edificou a nação de Israel na Rocha Firme e a ensinou a cultuar ao único Deus, Jeová. Qual outro homem cujas obras foram acompanhadas de tantas e tão estupendas maravilhas? Falava ‘boca a boca’ com Deus (Nm 12.8). “E nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, a quem o SENHOR conhecera face a face; nem semelhante em todos os sinais e maravilhas, que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, e a todos os seus servos, e a toda a sua terra; e em toda a mão forte e em todo o espanto grande que operou Moisés aos olhos de todo o Israel (Dt 34.10-12)” (BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 36.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, pp. 364,365).

SUBSÍDIO 2
“Salmo 90. A condição de Israel no deserto é tão preeminentemente explicada em cada versículo. Moisés era poderoso em palavras, assim como em obras e nós cremos que este salmo é um de seus poderosos discursos. Ele canta sobre a fragilidade do homem e a pouca duração da vida, comparadas aqui com a eternidade de Deus. Moisés era um homem idoso e muito vivido, mas a idade e a experiência lhe tinham ensinado que, entre as mudanças perpétuas que estão acontecendo no universo, uma coisa, pelo menos, permanece imutável, a fidelidade Daquele que ‘de eternidade a eternidade’, é Deus. O Salmo 90 pode ser citado como, talvez, a mais sublime das composições humanas — a mais profunda em sentimentos — a mais eminente em concepção teológica — a mais magnífica em suas comparações. Depois de sua saída do Egito, o seu tempo foi absolutamente desperdiçado, e não era digno de ser o assunto de uma história, mas somente de uma ‘conto ligeiro’; pois somente foi para passar o tempo, como contando histórias, que eles passaram aqueles anos no deserto; todo esse tempo eles estavam se consumindo, e outra geração estava surgindo” (SPURGEON, Charles. Os Tesouros de Davi. 1.ed. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp. 682,690,691,701).


CONCLUSÃO 
Moisés, servo fiel do Senhor, tornou-se um líder vitorioso no deserto, não obstante as suas lutas. Aprendemos com ele que, em nossa trajetória, nem tudo ocorre como planejamos, mas Deus nunca perde o controle da nossa história. Moisés concluiu sua trajetória de vida como um homem feliz, embora não tenha entrado na Terra Prometida.

HORA DA REVISÃO 
1. Segundo a lição, qual era o ideal de vida de Moisés? 
Entrar com o povo na Terra Prometida. 
2. Moisés foi um sucesso em quais áreas? 
Moisés foi um sucesso como legislador, poeta, libertador, profeta e estadista. 
3. Qual a última missão de Moisés? 
Derrotar completamente os midianitas. 
4.Cite três características de um líder vitorioso. 
O líder vitorioso reconhece a justiça de Deus, estimula a santidade e conduz o povo ao arrependimento. 
5. O que você considera mais marcante na trajetória de Moisés? 
Resposta pessoal.

1° Trimestre de 2019/Revista: Professor/Data da Aula:17/03/2019